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Cautela de investidores determina leve queda do dólar 

Tendência é de estabilidade da moeda norte-americana até novembro

Economia|Do R7

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O dólar registrou leve queda em relaçao ao real nesta quarta-feira (04), em busca de equilíbrio em meio à iminente redução do estímulo monetário do FED (Federal Reserve), às incertezas sobre um possível ataque militar à Síria e ao programa diário de intervenção do BC (Banco Central).

A moeda norte-americana recuou 0,14%, para R$ 2,35 na venda. Segundo dados da BM&F (Bovespa), o giro financeiro ficou em torno de U$$ 1,3 bilhão. O superintendente de câmbio da Intercam Corretora, Jaime Ferreira, comparou o mercado ao clima.


— O mercado está bem tranquilo hoje, trabalhou de forma bem justa, não houve nenhum tipo de retomada nem de queda. Hoje, o mercado está como o tempo: bem cinza.

Diante das diversas incertezas internas e externas, investidores estão mais cautelosos quanto às grandes apostas, o que reduziu levemente o volume do mercado nesta nesta quarta-feira (04).


Segundo uma pesquisa feita pela Reuters, a moeda norte-americana deve se acomodar nos próximos três meses frente ao real, com ligeira tendência de queda em meio ao programa de intervenções do BC. A moeda dos EUA deve ser cotada a R$ 2,35 reais ao final de novembro, de acordo com a mediana das projeções.

Para o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, o dólar deve permanecer no patamar entre R$ 2,35 e R$ 2,40.


— O mercado está mais para o medo do que para a alegria, trabalhando mais e preocupado em perder menos.

Os investidores também continuaram atentos à possibilidade de o programa que injeta U$$ 85 bilhões mensais na economia dos EUA ser reduzido neste mês pelo Fed, o que pode comprometer a liquidez nos mercados internacionais.


O Fed divulgou nesta quarta-feira (04) o relatório Livro Bege, no qual afirma que a economia norte-americana expandiu-se em ritmo "modesto a moderado", reforçando expectativas de redução no estímulo nos EUA já na reunião de política monetária dos dias 17 e 18 deste mês.

Outro fator de incerteza no mercado externo é a perspectiva de ação militar liderada pelos EUA na Síria. Mais cedo o presidente norte-americano, Barack Obama, disse que a credibilidade da comunidade internacional está em jogo com a necessidade de responder ao ataque químico na Síria.

À tarde, uma comissão no senado norte-americano aprovou uma resolução autorizando o uso da força militar no país, abrindo caminho para a apreciação da questão pelo plenário da casa congressual.

No plano doméstico, dados do BC mostraram nesta quarta-feira que o Brasil registrou a pior saída de divisas para o mês de agosto em 15 anos. O fato é resultado da forte saída de recursos da conta financeira para o pagamento de empréstimos contratados por bancos no exterior em meados de 2011 e que venceram em agosto.

Em meio a este cenário externo mais turbulento, o BC deu sequência às intervenções diárias logo no início da sessão. A autoridade monetária vendeu a oferta total de contratos de venda de dólares no mercado futuro com vencimento em 2 de dezembro de 2013. O volume financeiro equivalente do leilão foi de U$$ 498,4 milhões.

E já anunciou mais uma oferta de contratos de venda de dólares para quinta-feira (05). Entre às 9h30 e às 9h40, a autoridade monetária ofertará os mesmos dez mil contratos com vencimento em 2 de janeiro de 2014, com o resultado a ser divulgado a partir das 9h50.

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