Cenário político puxa mau desempenho da Bovespa na semana
Na semana, o principal índice da bolsa paulista perdeu 2,77%
Economia|Do R7

A Bovespa fechou a sexta-feira (13) no vermelho, alinhada às perdas em Wall Street, diante do declínio dos preços do petróleo e retomada do fortalecimento global do dólar, enquanto o noticiário relacionado à Petrobras voltou a adicionar desconforto nos negócios.
O principal índice da bolsa paulista, contudo, encerrou longe da mínima do dia, com o fortalecimento de ações beneficiadas pela valorização da moeda norte-americana, como as das companhias de papel e celulose, e dos papéis da mineradora Vale.
O Ibovespa cedeu 0,58%, a 48.595 pontos. Na mínima, chegou a recuar 2%. O volume financeiro da sessão somou R$ 7,4 bilhões. Na semana, o principal índice da bolsa paulista perdeu 2,77%.
"O tom da semana foi a deterioração dos cenários político e econômico", disse o gestor Eduardo Roche, da Canepa Asset Management.
"Isso aumentou a aversão ao risco no mercado doméstico, que culminou nesta sexta-feira com rumores de adiamento na divulgação do balanço da Petrobras e saída de Joaquim Levy do ministério da Fazenda, além do clima de incerteza com as manifestações contra e a favor do governo", observou.
"O clima no exterior também foi negativo, o que contribuiu para acentuar o mau humor no Brasil", acrescentou.
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O dólar recuperou a trajetória ascendente nesta sessão, diante da expectativa para a reunião do Federal Reserve na próxima semana, o que contribuiu para a queda nas bolsas em Nova York, com o índice S&P 500 recuando 0,61%, também afetado pelo declínio do petróleo.
No mercado brasileiro, o dólar chegou a tocar R$ 3,28 na máxima, encerrando o dia a R$ 3,249, com alta de 2,77%, com agentes também atentos à continuidade dos programas de intervenções diárias do Banco Central no câmbio.
Tal movimento corroborou o avanço de 4,52% de Fibria e de 3,4% de Suzano Papel e Celulose, que contribuíram para amenizar as perdas do Ibovespa na segunda etapa da sessão, sendo que esta última também anunciou pagamento de dividendos. Klabin acompanhou o movimento do setor e subiu 3,72%, reforçando o suporte positivo.
As ações preferenciais da Vale também contribuíram, revertendo perdas iniciais e fechando em alta de 1,1%, após terem recuado 3% no pior momento.
Mas o tom negativo prevaleceu, com Petrobras PN caindo 2,35%, entre outros motivos, pela chance de adiar a divulgação do balanço auditado aventada em reportagem do jornal A Folha de S.Paulo. A empresa afirmou em nota à Reuters que "não cogita o adiamento".
Na mínima, as preferenciais da estatal chegaram a cair 4%. Os papéis ordinários fecharam o dia com declínio de 1,57%. Os preços do petróleo recuaram mais de 4% no exterior.
Os bancos também pressionaram, com os privados Bradesco e Itaú Unibanco respondendo pela maior contribuição negativa, embora com declínios menores, dada a participação expressiva que detêm no Ibovespa, enquanto Banco do Brasil caiu 2,42%.
Braskem experimentou uma trégua e subiu 5,8% nesta sessão, após fortes perdas nos últimos dias com a citação de seu nome em depoimentos da investigação Lava Jato, da Polícia Federal.












