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Com tarifaço dos Estados Unidos, Fiesp mantém projeção de alta do PIB em 2,4%

Expectativa era de aumento do índice, mas cenário de incertezas após medida de Trump forçou a manutenção

Economia|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Fiesp manteve a projeção de crescimento do PIB em 2,4% para 2025, apesar da expectativa anterior de 2,6%.
  • A justificativa para a manutenção é a piora nas condições internacionais devido ao tarifaço do governo dos EUA.
  • Setores como agropecuária e indústria de transformação devem apresentar quedas de 0,6% e 0,7%, respectivamente.
  • O consumo das famílias e as exportações devem crescer moderadamente, refletindo uma demanda sem grandes mudanças, apesar das incertezas.

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Consumo das famílias tende a aumentar 0,6% Fernando Frazão/Agência Brasil

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) atualizou seu boletim de estatísticas e expectativas em índices econômicos e manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,4% para 2025. A entidade pretendia revisar o índice para 2,6%, mas manteve a expectativa anterior.

A manutenção se deveu a uma piora em condições internacionais, com o início do tarifaço do governo dos Estados Unidos.


Nesta semana, o mercado financeiro reviu para baixo as expectativas de crescimento da economia, projetando, para o final de 2025, um PIB de 2,21%.

“A gente antes estava trabalhando com uma perspectiva de viés de alta, que, por hora, se dissipou, até levando em conta a questão das tarifas. Mas também é importante destacar que, quanto à questão das tarifas, a gente fez um cálculo que o impacto potencial no PIB para 2025 é de 0,2. Então, na verdade esse 0,2 era o possível viés de alta que a gente podia ter. A gente não fez nenhum tipo de revisão para baixo por enquanto”, detalhou Igor Rocha, economista-chefe da Fiesp e um dos responsáveis pelo Fiesp Data Tracker, à Agência Brasil.


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Embora a perspectiva ainda seja positiva, a análise da Federação é de queda em alguns setores pontuais, com recuo de 0,6% para a agropecuária e de 0,7% para a indústria de transformação. É esperada ainda uma queda moderada do consumo dos governos, de 0,4%, e do nível de investimentos, com queda de 0,7% nos recursos mobilizados.

‘Acomodação natural’

“De uma maneira geral, para o segundo semestre, como já antecipado, era esperada essa desaceleração. Nessa acomodação com redução de atividade, os investimentos e o consumo do governo também figuram como variáveis que estão desacelerando. Esse é um movimento de acomodação natural”, ponderou o analista.


No caso da indústria de transformação, essa variação está ligada principalmente ao desaquecimento da economia previsto para o segundo semestre. “É importante destacar que uma das questões que estão colocando empecilhos e deixando o ambiente econômico mais desafiador para o setor são as restrições financeiras internas e externas”, completa Rocha, referindo-se ao cenário de crédito, ou seja, aos juros nos mercados externo e interno.

Essa restrição financeira em âmbito internacional é um dos fatores decisivos também para a queda nos investimentos, e se soma à incerteza natural em anos eleitorais — com a aproximação da sucessão presidencial e nos estados em 2026 e com o aumento de tarifas ao Brasil e a diversos outros parceiros comerciais dos Estados Unidos. As importações também tendem a cair, refletindo a diminuição do ritmo da atividade (recuo de 1,5%).


Consumo

Entre os indicadores que continuam aquecidos, o monitoramento apontou uma tendência de crescimento moderado de 0,4% para o setor industrial como um todo e de avanço de 0,3% para o setor de serviços.

O consumo das famílias também tende a aumentar, com expansão da demanda em 0,6%. Mesmo com a incerteza internacional, a entidade mantém expectativa de crescimento das exportações, com um discreto avanço de 0,2%.

Perguntas e respostas:

Qual é a projeção de crescimento do PIB segundo a Fiesp?

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,4% para 2025, apesar de inicialmente planejar uma revisão para 2,6%.

Por que a Fiesp decidiu manter a projeção de 2,4%?

A manutenção da projeção se deve à piora nas condições internacionais, especialmente após a implementação de tarifas pelo governo dos Estados Unidos.

Como o mercado financeiro reagiu às expectativas de crescimento?

O mercado financeiro revisou para baixo as expectativas de crescimento da economia, projetando um PIB de 2,21% para o final de 2025.

Qual é o impacto das tarifas no PIB para 2025, segundo a Fiesp?

O economista-chefe da Fiesp, Igor Rocha, mencionou que o impacto potencial das tarifas no PIB para 2025 é de 0,2%, que era o possível viés de alta anteriormente considerado.

Quais setores estão previstos para ter queda na atividade econômica?

A Fiesp prevê queda de 0,6% para a agropecuária e de 0,7% para a indústria de transformação, além de uma queda moderada de 0,4% no consumo dos governos e de 0,7% nos investimentos.

O que a Fiesp espera para o segundo semestre de 2025?

A expectativa é de desaceleração da atividade econômica, com redução de investimentos e consumo do governo, o que é considerado um movimento de acomodação natural.

Quais fatores estão dificultando o ambiente econômico para a indústria de transformação?

As restrições financeiras internas e externas, além do desaquecimento da economia, estão dificultando o ambiente econômico para a indústria de transformação.

Como as incertezas eleitorais e as tarifas dos EUA afetam a economia?

As incertezas em anos eleitorais, com a aproximação das eleições presidenciais e estaduais em 2026, e o aumento das tarifas ao Brasil e a outros parceiros comerciais dos Estados Unidos, contribuem para a queda nos investimentos e nas importações.

Quais setores continuam apresentando crescimento?

O monitoramento da Fiesp aponta um crescimento moderado de 0,4% para o setor industrial e de 0,3% para o setor de serviços, além de um aumento de 0,6% no consumo das famílias.

Qual é a expectativa da Fiesp para as exportações?

A Fiesp mantém a expectativa de crescimento das exportações, com um discreto avanço de 0,2%, mesmo diante da incerteza internacional.

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