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Comércio eletrônico espera crescer mesmo com expectativa ruim para o Dia dos Namorados

Em situação oposta ao comércio geral, faturamento online deve aumentar 8% na data

Economia|Alexandre Garcia, do R7

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Faturamento online com a data deve ser de quase 1,5 bilhão
Faturamento online com a data deve ser de quase 1,5 bilhão

Na contramão do pior desempenho em 11 anos esperado pelo comércio em geral no Dia dos Namorados, as vendas online devem crescer 8% na data comemorativa, de acordo com um estudo realizado pelo E-bit. Em termos de valores, o setor espera por um faturamento de quase 1,5 bilhão.

Apesar do momento oposto ao vivido pelas lojas físicas, o comércio eletrônico não é visto como uma ameaça para o setor. Para o diretor de relações institucionais da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), Luís Augusto Ildefonso, as atividades das grandes redes no ambiente virtual têm, inclusive, auxiliado as vendas nas lojas.


— O comércio online tem um crescimento maior porque a base dele é muito pequena e a procura é realmente grande, mas o comércio eletrônico tem se mostrado também como um alavancador das vendas físicas.

Segundo o diretor executivo da E-bit, André Ricardo Dias, o volume de pedidos virtualmente tem crescido pouco em comparação com o mesmo período do ano passado. Para ele, a expectativa de melhor desempenho do segmento na data acontece devido a um faturamento maior.


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O diretor avalia que o comércio eletrônico pode enfraquecer o varejo tradicional devido ao dinamismo, à facilidade e aos serviços de comparação de preços.


— Nesse momento de crise, eles [consumidores] acreditam que a internet acaba se tornando o maior aliado para encontrar as melhores ofertas. Então, de certa forma, o comércio eletrônico acaba mesmo tirando um pouco das vendas do varejo.

Dias acredita ainda que o desafio para as lojas físicas é promover uma integração com o ambiente virtual.


— Cada vez mais, essas barreiras entre o online e o off-line devem ser quebradas. O consumidor, na maioria dos casos, vai passar a comprar produtos na internet e retirar na loja ou comprar na loja física um produto exposto no comércio eletrônico.

O economista da CNC Fábio Bentes, por sua vez, vê o crescimento das vendas online como “natural” e avalia que a facilidade é um dos principais motivadores para o movimento.

— Hoje, o dinheiro se plastificou. A gente sai de casa sem o papel físico no bolso e o varejo virtual se beneficiou desse fenômeno.

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