Comércio sobe 0,9% em setembro com melhora na confiança do consumidor
Acomodação do dólar também motivou reação da atividade no varejo
Economia|Do R7
O movimento dos consumidores nas lojas aumentou em setembro e registrou crescimento de 0,9% na comparação com o mês imediatamente anterior, já efetuados os devidos ajustes sazonais, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (3) pela Serasa.
Foi o segundo melhor resultado mensal do ano da atividade varejista (empatando com a alta de 0,9% também verificada em março) e só perdendo para o crescimento de 1,7% observado em janeiro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado (setembro de 2012), houve expansão de 2,3% da atividade varejista.
Segundo os economistas da Serasa, o recuo da taxa cambial em setembro, após as fortes elevações observadas entre junho e agosto, e a recuperação gradativa dos níveis de confiança dos consumidores, contribuíram para o movimento positivo destes junto aos estabelecimentos comerciais no mês de setembro.
Consumidores
A alta da atividade varejista em setembro deste ano foi impulsionada pelo crescimento de 3% do movimento dos consumidores nas lojas especializadas de móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática.
Também contribuíram as altas de 0,5% observadas tanto pelo segmento de combustíveis e lubrificantes quanto do segmento de tecidos, vestuário, calçados e acessórios. Por outro lado, foram registrados recuos nos setores de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (-0,7%), de veículos, motos e peças (-1,7%) e de material de construção (-0,7%).
No acumulado do ano (janeiro a setembro de 2013), a atividade do comércio fechou com alta de 5,3%, puxada por variações positivas dos segmentos de combustíveis e lubrificantes (6,4%) e de supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas (5,8%).
O segmento de móveis, eletroeletrônicos e informática acumulou alta de 3,9% neste mesmo período e o de tecidos, vestuário, calçados e acessórios terminou os primeiros nove meses do ano com desempenho de 3,1%. Por fim os segmentos de veículos, motos e peças e de material de construção exibiram expansões de 2,3% e 3,0%, respectivamente, no período.















