Comitê do governo decide prorrogar acionamento de térmicas mais caras
Determinação se dá pelo baixo nível dos reservatórios da hidroelétricas e contraria estatísticas usadas para programar o sistema elétrico
Economia|Do R7

O CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico), formado por autoridades e técnicos da área de energia do governo, decidiu manter na próxima semana o acionamento de termelétricas mais caras, mesmo com as estatísticas digitais usadas para programar o sistema indicando que as usinas poderiam ser desligadas.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, a decisão é motivada pelo baixo nível dos reservatórios da hidroelétricas. Portanto, até 14 de setembro, haverá o despacho de usinas termelétricas com custo de operação de até R$ 766,28 por megawatt-hora.
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Se não fosse a determinação do CMSE, seriam acionadas apenas térmicas que custam até cerca de R$ 492 reais, atual patamar do chamado CMO (custo marginal de operação), calculado por modelos operacionais que guiam o acionamento das usinas do país.
O CMSE ainda deliberou por promover esforços para viabilizar a geração de termelétricas atualmente disponíveis, mas não operacionais, e solicitou que o ONS (Operador Nacional do Sistema) "avalie a viabilidade do aumento da importação de energia dos sistemas elétricos uruguaio e argentino."
Apesar disso, o comitê afirmou que não há risco de falta de energia. "O CMSE reiterou a garantia do suprimento no ano de 2018 e destacou que há recursos energéticos disponíveis, inclusive além dos montantes já despachados de usinas termelétricas", explicou o grupo.
















