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Confiança da indústria segue em queda, diz FGV

Após cair pela 8ª vez consecutiva, o índice manteve-se no menor patamar desde abril de 2009

Economia|Do R7

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Resultado combina piora da situação atual e melhora das expectativa
Resultado combina piora da situação atual e melhora das expectativa

A confiança da indústria recuou 1,2% entre julho e agosto de 2014, ao passar de 84,4 para 83,4 pontos. Após a oitava queda consecutiva, o índice manteve-se no menor patamar desde abril de 2009 (82,2 pontos). O resultado, divulgado nesta quarta-feira (27), pela FGV (Fundação Getulio Vargas) combina piora da situação atual e melhora das expectativas.

O ISA (Índice da Situação Atual) caiu 3,6%, para 82,7 pontos, o menor nível desde março de 2009 (78,5). O IE (Índice de Expectativas) subiu 1,4%, para 84,1 pontos.


Segundo Aloisio Campelo Jr., Superintendente Adjunto de Ciclos Econômicos da FGV/IBRE, a ligeira melhora das expectativas é insuficiente para sinalizar uma efetiva inversão da tendência negativa observada no ano.

— As previsões tornaram-se mais favoráveis para a produção, com a normalização do número de dias úteis após o fim da Copa, mas, no horizonte de seis meses, o pessimismo continua aumentando.


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As percepções em relação ao ambiente de negócios foram a maior influência na queda do ISA neste mês. O indicador de situação atual dos negócios recuou 7,1% entre julho e agosto, de 84,8 para 78,8 pontos, o menor nível desde abril de 2009 (76,8). A proporção de empresas que consideram a situação atual boa caiu de 10,8% para 8,1%, enquanto a parcela de empresas que a avaliam como fraca aumentou de 26,0% para 29,3%.

O indicador de produção prevista exerceu a maior contribuição para o primeiro aumento do IE em 2014 com o avanço de 4,6% sobre o mês anterior. Houve ligeiro aumento na proporção de empresas que preveem aumentar a produção nos três meses seguintes, de 27,6% para 27,8%, e queda da parcela das que esperam reduzir a produção, de 20,8% para 16,1%.


Em contrapartida, o indicador de situação futura dos negócios registra em agosto sua sexta queda consecutiva. A proporção de empresas prevendo melhora da situação dos negócios nos seis meses seguintes aumentou de 25,6% para 30,0% entre julho e agosto, mas a das que preveem piora aumentou ainda mais, de 20,2% para 26,5%.

Já o NUCI (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) registrou estabilidade entre julho e agosto, em 83,2%, o menor patamar desde outubro de 2009 (82,6%).

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