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Confiança do Consumidor cai em janeiro, diz FecomercioSP

Entidade aponta que o consumidor inicia o ano com as mesmas preocupações vividas em 2016

Economia|Da Agência Brasil

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ICC caiu de 110,7 pontos para 102,2 pontos na passagem de dezembro para janeiro
ICC caiu de 110,7 pontos para 102,2 pontos na passagem de dezembro para janeiro

O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) voltou a cair ao passar de 110,7 pontos em dezembro para 102,2 pontos em janeiro, o que representa uma queda de 7,7%. Na comparação com janeiro do ano passado houve alta de 14,8%, de acordo com pesquisa feita mensalmente pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).

A escala de pontuação varia de zero (pessimismo total) a 200 (otimismo total). Os dados são coletados de 2.200 consumidores no município de São Paulo.


Após cinco altas consecutivas, o ICEA (Índice das Condições Econômicas Atuais), um dos dois itens componentes do índice, recuou 6,1% ao passar de 72,6 em dezembro para 68,2 pontos em janeiro. Em relação a janeiro de 2016, o índice teve alta de 19,5%.

O segundo item componente do ICC, o IEC (Índice de Expectativas do Consumidor), sofreu retração de 8,2%, passando de 136,1 pontos em dezembro para 125 pontos em janeiro. Na comparação com janeiro do ano passado, houve alta de 13,2%, a décima alta consecutiva.


Segundo a FecomercioSP, há uma atmosfera mais positiva do que existia há um ano, com as recentes mudanças no quadro político e econômico.

— O resultado da pesquisa de janeiro mostra ainda um consumidor insatisfeito com as condições socioeconômicas do presente e inseguro quanto ao futuro. A situação do presente acaba por se refletir também nas expectativas, uma vez que as famílias seguem temerosas em relação ao mercado de trabalho.


De acordo com a análise da entidade, o consumidor inicia o ano de 2017 demonstrando as mesmas preocupações vividas ao longo do ano passado: orçamento apertado por ganhos de renda mais modestos, em virtude do aumento real do custo de vida, causado pelas altas dos preços e juros e, principalmente, pela incerteza em relação ao seu emprego no futuro.

A pesquisa aponta ainda que os consumidores com renda familiar superior a 10 salários mínimos e com 35 anos ou mais foram determinantes para a retração mensal. Já a queda do IEC foi motivada pelo público masculino e consumidores 35 anos ou mais.

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