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Confiança dos consumidores cai ao menor nível desde agosto

Queda de 3,3 pontos do indicador em novembro é resultado do fim do efeito das políticas transferências de renda, sobretudo sobre as famílias mais pobres, afirma FGV

Economia|Do R7

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O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) caiu 3,3 pontos em novembro, para 85,3 pontos, o menor nível desde agosto (83,6 pontos), de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (24) pela FGV (Fundação Getulio Vargas)

Viviane Seda Bittencourt, coordenadora responsável pela sondagem, afirma que a queda pelo segundo mês consecutivo reflete o fim do efeito das transferências de renda, o que eleva a insatisfação das famílias de baixa renda, que passam a revisar suas expectativas para baixo.


"Mesmo com uma queda das perspectivas sobre a inflação e um efeito ainda positivo no mercado de trabalho há um aumento do pessimismo sobre as finanças familiares nos próximos meses. É possível que ainda exista algum espaço para o consumo pelas famílias de maior poder aquisitivo, mas dada as condições macroeconômicas, sua sustentação nos próximos meses acaba sendo uma tarefa difícil”, destaca.

Em novembro, a queda do ICC foi influenciada pela piora das avaliações sobre o momento e pela redução das expectativas em relação aos próximos meses. Após três meses de alta, o ISA (Índice de Situação Atual) caiu 3,7 pontos, para 70,8 pontos, o menor nível desde julho de 2022 (70,3 pontos), enquanto o IE (Índice de Expectativas) recuou 2,7 pontos, para 96 pontos, pelo segundo mês consecutivo.


Houve piora da satisfação das famílias sobre a situação econômica e as finanças pessoais no momento. O indicador que mede as avaliações sobre a situação financeira das famílias caiu 5,6 pontos, para 60,9 pontos, o pior resultado desde março de 2022 (56,9 pontos). O indicador que mede a satisfação sobre a situação econômica recuou 1,9 ponto, para 81,2 pontos após acumular cinco altas consecutivas.

Entre os quesitos que compõem o ICC, o que mais contribuiu para a queda no mês foi a situação financeira das famílias nos próximos seis meses. O indicador recuou 5,6 pontos, para 92,5 pontos, menor patamar desde agosto. O indicador que mede o grau de otimismo com a situação econômica geral caiu 4,6 pontos para 110,6 pontos, único ainda acima do nível neutro. Na contramão, a intenção de compra de bens duráveis subiu 2,5 pontos para 85,5 pontos, compensando a perda do mês anterior.

A análise por faixa de rendas, mostra perda de confiança em todas exceto para os consumidores de maior poder aquisitivo (renda acima de R$ 9.600,01). A avaliação dos consumidores de renda mais baixa sobre a situação financeira das famílias voltou a cair influenciada após a melhora dos últimos meses motivada pelos incentivos fiscais e transferências de renda. Para as classes de renda mais alta, os consumidores continuam revisando suas expectativas para baixo, mas há algum espaço para consumo nos próximos meses.

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