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Consultores agrícolas pedem leis mais abertas ao uso de tecnologias no campo

Economia|Do R7

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Isadora Camargo. Lexington (EUA), 18 mai (EFE).- Drones, sensores, aplicativos e robôs para pulverização são algumas das principais tendências tecnológicas na agropecuária para os próximos anos, disseram empresários e consultores do setor que participam, até a próxima quarta-feira, de um dos maiores congressos da agroindústria, o Alltech Rebelation, realizado em Lexington, no estado de Kentucky (EUA). Porém, segundo eles, ainda é um desafio disseminar entre os produtores a ideia de otimização de cultivos por meio de inovação tecnológica e mudança nos negócios, além da entrada em vigor de leis mais abertas à aplicação destas ferramentas. Para David Hunt, cofundador da empresa de digitalização agrícola Agrilarity, os drones devem ser definidos como um "serviço de desenvolvimento aéreo de captação de dados sobre safras" que gera uma expansão da colheita, por exemplo, e não como um dispositivo perigoso. Ainda com uma definição legal do uso dos drones em discussão, Hunt defende que a regulamentação deve ser "ampla" para permitir o investimento de risco por parte dos agroempreendedores. "É cada vez mais barato armazenar dados, como colocá-los na nuvem de informação. Também está ficando barato estudar o genoma de uma planta, e podemos fazer isso no cotidiano graças à tecnologia, que faz a atuação do agronegócio melhorar e reduzir custos", disse Hunt. O casamento entre tecnologia e agricultura é um dos temas de maior preocupação de produtores para empreender e criar as chamadas 'agritechs' - tecnologias agrícolas -, que vão além de pesquisas sobre modificações genéticas. Um dos exemplos recentes é a solução tecnológica americana 'Rowbot', que é um robô de segunda geração responsável por distribuir dosagens determinadas de fertilizantes em plantações de milho, cuidando das áreas de proteção dentro de uma lavoura com inteligência artificial e sem necessitar de controle humano no momento da aplicação. Outra forma de "inovar no campo" tem sido o uso do modelo de negócios colaborativo, o 'crowdfunding', que permite que algumas ideias de tecnologia agropecuária sejam financiadas por pessoas que acreditam em determinado projeto e querem doar dinheiro para que ele seja concretizado. Sensores também são tendência das grandes plantações, principalmente para identificar medidas e qualidade do solo antes mesmo de torná-lo um espaço de cultivo. Para Pearse Lyons, presidente da Alltech, empresa de nutrição animal que organiza a conferência internacional há 31 anos, a inovação tecnológica, somada à pesquisa ciêntifica, ajuda os agroempreendedores a "se rebelarem" em favor de seus negócios. "Temos todas as tecnologias disponíveis, temos que fazer algo para melhorar nosso cenário, como remover o uso de pesticidas em plantações", destacou Lyons diante de uma plateia de aproximadamente 3 mil clientes e produtores familiares. O presidente da Alltech também enfatizou a necessidade de se pensar em soluções sustentáveis para a agropecuária, que respeitem o meio ambiente e as matérias primas do setor, como eliminar o uso de antibióticos na alimentação animal e otimizar sua criação com tecnologia. Exemplo disso é o uso do "Big Data" - grande volume e variedade de dados - na estruturação da empresa agrícola e distribuição de seus produtos através do controle da moagem de milho e o não desperdício de nenhuma parte do alimento. Além disso, o uso de base de dados ajuda a investigar vírus e prever impactos à lavoura a ponto de contê-los, segundo o diretor de nutrição e pesquisa da Christiansen Family Farms, empreendimento que utiliza a tecnologia para "dinamizar" a produção. Para Heliomar Lima, gerente comercial da Suinco, cooperativa de suinocultores, as soluções apresentadas vão ajudar a introduzir novas maneiras de gestão agropecuária brasileira, que segundo ele "tem vantagem na produção de suínos, aves e carne bovina". Junto com Heliomar, cerca de 100 produtores e empresários brasileiros participam do Congresso, sendo a segunda maior comitiva internacional presente. ic/id

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