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Consumidor antecipa compras para garantir ofertas da Black Friday

Semana de promoções incentiva compra antes e também depois da 6ª

Economia|Fernando Mellis, do R7

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Lojas fazem semana inteira de promoções
Lojas fazem semana inteira de promoções

A saga para comprar o smartphone que deseja por um preço que caiba no bolso começou há algumas semanas para o gerente de TI Michael Moralez. No site do fabricante, o modelo sai por R$ 4.099, mas antes mesmo da Black Friday, ele já viu os preços caírem.

— No varejo o aparelho custava entre R$ 3.300 e R$ 3.500. A partir dessa média, verifiquei todos os dias os sites que vendiam o produto oficial, com nota fiscal, a preços menores. Hoje [quarta-feira], já achei por R$ 2.889 em um site que está fazendo uma espécie de ‘esquenta’ da Black Friday.


Com medo de ficar sem o celular, Moralez disse que não pretende esperar até sexta-feira (24).

O receio dele é o mesmo de milhares de consumidores brasileiros e tem uma explicação: os estoques de produtos anunciados na Black Friday são limitados.


Também por esse motivo, as compras mais altas na Black Friday, sobretudo de eletroeletrônicos, são realizadas na noite de quinta-feira, de acordo com Pedro Guasti, presidente-executivo da consultoria Ebit, especializada no comércio online.

Ele explica que alguns sites devem iniciar as ofertas nesta quinta-feira (23), o que justifica a antecipação de compras.


— No ano passado, a maioria das lojas subiu seus sites com promoções a partir das 18h de quinta-feira, dispararam e-mails e [mensagens nas] redes sociais. Então isso fez com que as pessoas já começassem a comprar. Eu não sei se isso vai acontecer neste ano, provavelmente sim.

Victor Brotto, líder de inteligência de mercado do Google Brasil, conta que na Black Friday do ano passado 21% das compras foram feitas antes ou depois da sexta-feira. 


— A tendência é que neste ano esse número seja igual ou maior com essa antecipação tanto dos varejistas quanto dos consumidores. A tal da 'black week' [semana toda de promoções] é algo que se intensificou neste ano. Nas buscas, o termo black week está crescendo mais de 150%. É um termo que acabou surgindo com mais força mesmo.

Pesquisa Google/Ibope realizada neste mês identificou que 87% dos entrevistados pretendem comprar algo nesta Black Friday. A previsão de gasto é de, em média, R$ 1.071.

Eletrônicos, eletrodomésticos/eletroportáteis e informática/telefonia celular são as categorias de produtos mais buscadas nas lojas virtuais nesta época de promoções, segundo a Ebit.

Para Brotto, o que chama atenção neste ano é a intensificação da black week nas lojas de rua.

— A comunicação [das ofertas] está muito forte neste ano. O cenário econômico melhor também ajuda.

A expectativa da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping) é que as vendas desta semana cresçam acima de 10%, aproximando-se dos números do comércio eletrônico. 

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