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Contas do governo devem fechar 2023 com rombo de R$ 125 bi, diz secretário do Tesouro

Rogério Ceron destacou a tendência de que o resultado mensal de dezembro fique próximo a um rombo de R$ 10 bilhões

Economia|Do R7

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O governo central, que reúne as contas do Tesouro, do Banco Central e da Previdência Social, deve fechar 2023 com déficit primário acumulado em 12 meses de aproximadamente R$ 125 bilhões, disse nesta quarta-feira (27) o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.

Em uma entrevista para comentar os dados fiscais, o secretário destacou a tendência de que o resultado mensal de dezembro fique próximo a um rombo de R$ 10 bilhões. O número oficial será divulgado pelo Tesouro apenas no fim de janeiro.

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De acordo com Ceron, esse déficit acumulado do ano, se confirmado, ficará em cerca de 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto), patamar que ficou mais alto por conta do impacto da aprovação de uma lei que ampliou os repasses do governo federal a estados e municípios neste ano.

Ele avaliou o provável resultado de 2023 como positivo, argumentando que, sem a transferência adicional a estados e municípios, o déficit ficaria em cerca de 1% do PIB, patamar que era tratado como meta pela equipe econômica.

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Em relação às perspectivas para 2024, Ceron afirmou que as contas do governo devem contar com a ajuda de um repasse da Caixa Econômica Federal ao Tesouro num valor de até R$ 14 bilhões, relativos a depósitos judiciais. O pagamento seria feito neste ano, mas atrasou e ficará para os próximos meses.

Outro fator é um ganho previsto de R$ 20 bilhões com uma mudança de regras sobre a tributação de transações comerciais entre empresas do mesmo grupo econômico que operam em diversos países.

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Segundo ele, em nenhum dos dois casos essa receita adicional está prevista na Lei Orçamentária. Isso significa que o incremento da arrecadação tende a melhorar o resultado fiscal de 2024, quando o governo tentará zerar o rombo nas contas públicas.

Ceron também disse que o atraso na implementação de medidas neste ano pode empurrar ganhos para 2024 e citou como exemplo as mudanças nas regras do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), que levaram meses até serem aprovadas.

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Depois que agentes do mercado mantiveram suas projeções em um déficit de 0,8% do PIB no ano que vem, segundo o mais recente boletim Focus, do Banco Central, o secretário disse que, mesmo com a aprovação de uma série de medidas fiscais pelo Congresso, esse ceticismo tem aspectos positivos.

"Supondo que os resultados venham melhores [do que as projeções do mercado], isso afetará positivamente todos os outros indicadores", afirmou. "Temos boas perspectivas para 2024."

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