Copom decide juros nesta quarta-feira, com expectativa de novo corte
Corte de 0,25 ponto percentual deve ser seguido de pausa no ciclo, segundo especialistas
Economia|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em meio à expectativa do mercado de um novo corte, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decide nesta quarta-feira (17) o novo patamar da taxa básica de juros, a Selic. Especialistas ouvidos pelo R7 preveem uma redução de 0,25 ponto percentual, mas acreditam que este será o último ajuste do ano.
Segundo economistas, o Copom deve optar pelo terceiro corte consecutivo em razão dos conflitos globais e da pressão inflacionária. A aposta de que o BC sinalize a suspensão do ciclo de cortes após a reunião desta quarta se deve, principalmente, à escalada da inflação, que ultrapassou o teto da meta.
No último encontro, o comitê reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, passando de 14,75% para 14,5% ao ano. O corte ocorreu em meio aos conflitos entre Estados Unidos e Irã.

📝A Selic é o principal instrumento para controlar a inflação. Assim, quando reduzida, a expectativa é de que o crédito fique mais barato, o que acaba incentivando o consumo e aquecendo a economia. No caso contrário, a tendência é o encarecimento dos empréstimos e a redução do consumo. Por um lado, ajuda a conter a inflação. Entretanto, os bancos também levam em conta fatores como inadimplência, custos e margem de lucro para definir os juros cobrados.
Além do cenário doméstico e dos conflitos, a decisão da taxa de juros nos EUA, que também será tomada nesta quarta, deve influenciar o patamar adotado pela autoridade monetária.
O Fed (Federal Reserve), o banco central dos EUA, terá a primeira reunião para decidir a taxa de juros do país sob o comando de Kevin Warsh. O novo presidente assumiu o lugar de Jerome Powell, que vinha enfrentando embates com Donald Trump.
O mercado norte-americano está dividido em relação ao que será adotado pelo Fed. As especulações sobre uma alta na taxa ganharam força na última semana. Entretanto, a possibilidade de um acordo entre os EUA e o Irã trouxe a expectativa de manutenção do patamar.
O que é a Selic?
A Selic representa o principal instrumento de controle do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Taxas elevadas encarecem o crédito, limitam o consumo e a produção, podendo desacelerar o crescimento econômico.
Na prática, elevações na Selic aumentam os juros aplicados a financiamentos, empréstimos e cartões de crédito, desestimulando a demanda e contribuindo para a contenção da inflação.
Maior nível em 20 anos
Entre agosto de 2022 e junho de 2023, a Selic permaneceu em 13,75% ao ano. Em seguida, ocorreram seis cortes consecutivos de 0,5 ponto percentual e outro de 0,25, reduzindo a taxa para 10,5% em maio de 2024.
Esse patamar vigorou até setembro do mesmo ano, quando o Copom iniciou uma nova série de elevações, levando os juros para 10,75%.
Até fevereiro deste ano, houve sete aumentos sucessivos, até atingir 15% — o nível mais elevado desde 2006.
Em março, o Copom decidiu reduzir em 0,25 ponto percentual, fixando a taxa em 14,75%. Na reunião mais recente, em 29 de abril, o Copom repetiu o corte, chegando ao patamar atual de 14,50% ao ano.
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