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Custos em alta e demanda em baixa elevam insatisfação de empresas, diz CNI

Situação financeira de 40,5 pontos é o menor desde 2007, mostra a confederação

Economia|Do R7

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Quadro elevou a insatisfação das empresas com a economia no início de 2015
Quadro elevou a insatisfação das empresas com a economia no início de 2015

O aumento no custo de matérias-primas no primeiro trimestre do ano foi o mais elevado para a indústria desde 2012 e se somou a um quadro agravado por uma queda sentida pelas empresas na demanda interna e, na contramão desse movimento, pela elevação da carga tributária efetivada no ajuste fiscal.

O quadro elevou a insatisfação das empresas com a economia no início de 2015, conforme identificou a CNI (Confederação Nacional da Indústria).


O responsável pela pesquisa de sonadagem industrial, Marcelo Azevedo, avalia que "em um cenário de agravamento da situação financeira, as empresas enfrentam dificuldade em acessar o crédito, que está cada vez mais difícil".

O indicador de evolução no preço das matérias-primas atingiu 71 pontos no primeiro trimestre, contra 63 pontos no último trimestre de 2014. Junto com isso, as empresas se disseram afetadas na sua situação financeira e ao lucro operacional. "O índice com a situação financeira de 40,5 pontos é o menor da série iniciada em 2007", observou a pesquisa.


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Já o índice de facilidade de acesso ao crédito recuou para 32,7 pontos, contra 36,8 pontos no trimestre anterior. Foi a menor pontuação para o indicador de crédito no levantamento desde o primeiro trimestre 2009, segundo a CNI.


As indústrias de disseram preocupadas também com a baixa demanda do mercado interno, que foi apontada como insuficiente por 39,1% das empresas consultadas. A carga tributária foi apontada como a segunda principal fonte de problemas por 35,8% das empresas, seguida pela taxa de câmbio (28,7%). O aumento no custo da energia ficou em quarto lugar entre os problemas apontados (27,4%), seguida pela custo de matérias-primas (24,5%).

A Sondagem Industrial foi realizada entre os dias 1º e 15 de abril. Foram ouvidas 2.307 empresas, das quais 928 são de pequeno porte, 835 são médias companhia e 544 são grandes indústrias.


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