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CUT diz que alta de impostos seria 'inaceitável'

Grupo diz que programas que beneficiam brasileiros estão sendo preteridos pelo governo

Economia|Do R7

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CUT defende a ampliação do número de faixas do IR para rendas mais altas
CUT defende a ampliação do número de faixas do IR para rendas mais altas

A perspectiva de elevação da alíquota do IR (Imposto de Renda) e tributação de lucros e dividendos para aumentar a arrecadação em 2018, possibilidade que passou a ser ventilada nesta semana, é "inaceitável" na avaliação da CUT (Central Única dos Trabalhadores).

— Para a CUT, Temer quer ampliar gastos de forma imoral em troca de favores para se manter no cargo a qualquer preço. Ampliar impostos para esse fim é inaceitável.


Conforme antecipado pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, entre as propostas em estudo está a criação de uma alíquota de 30% ou 35% de IR para quem ganha mais de R$ 20 mil mensais. A medida poderia garantir até R$ 4 bilhões a mais para os cofres públicos em 2018. Já a tributação de lucros e dividendos poderia render ao menos R$ 15 bilhões.

Embora o presidente Michel Temer tenha admitido mais cedo que o aumento de impostos é alternativa em estudo na equipe econômica, o Palácio do Planalto divulgou nota há pouco informando que Temer falou genericamente sobre estudo rotineiros da Fazenda e que o Planalto continua na "tentativa obstinada de evitar o aumento da carga tributária".


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A CUT defende a ampliação do número de faixas do IR para rendas mais altas e que a tabela do IR deveria se atualizada anualmente pela inflação, para evitar que a população mais pobre mude de faixa salarial e passe a pagar alíquotas maiores.


— Mas Temer não atualizou a tabela em 2017 nem mexeu na faixa de isenção, o que vem penalizando os trabalhadores com menores salários.

A alta de impostos, iniciada com elevação do PIS/Cofins sobre combustíveis, reflete "o caráter de desespero de um governo incompetente e sem rumo, frente ao cenário nacional desastroso na economia e nas contas públicas", aponta a CUT. Segundo a entidade, programas que beneficiam o conjunto dos brasileiros estão sendo preteridos pelo governo, que prioriza o pagamento de juros da dívida pública.

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