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De olho no exterior, dólar abre em alta

Governo quer discutir o impacto nas contas públicas de projetos em tramitação no Congresso

Economia|Do R7

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O dólar no mercado à vista começou a sessão cotado a R$ 2,25
O dólar no mercado à vista começou a sessão cotado a R$ 2,25 Chung Sung-Jun/Getty Images

O dólar abriu em alta ante o real nesta terça-feira (5). O ajuste positivo se ampara na valorização externa da moeda norte-americana em meio a especulações sobre o rumo das políticas monetárias na China, zona do euro e nos Estados Unidos.

No Brasil, declarações do secretário do Tesouro e do ministro da Fazenda, rechaçando as críticas do mercado em relação ao déficit nas contas públicas, dão combustível às preocupações com um descontrole fiscal.


A fim de sinalizar que o governo está agindo para evitar o descumprimento da meta de superávit primário, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, devem almoçar hoje com lideranças da Câmara dos Deputados no Palácio do Planalto. A intenção é discutir o impacto nas contas públicas de projetos em tramitação no Congresso Nacional. A ideia daqui para a frente é de impedir ampliação de despesa se não tiver a receita.

Nesta terça-feira pela manhã o BC fez a oferta diária de até 10 mil contratos de swap cambial (cerca de US$ 500 milhões), mas essa injeção de liquidez no mercado futuro só aliviou pontualmente os ganhos.


O dólar no mercado à vista começou a sessão cotado a R$ 2,250 no balcão, com ganho de 0,18%. Em seguida, a moeda testou máxima de R$ 2,2580 (+0,53%). No mercado futuro, às 9h37, o dólar para dezembro subia 0,53%, a R$ 2,2730, após começar a sessão a R$ 2,2635 (+0,11%). Esse vencimento já oscilou de R$ 2,2615 a R$ 2,2740.

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No mercado internacional, as especulações crescentes sobre possíveis aperto monetário na China e novo afrouxamento de juros na zona do euro nesta quinta-feira, 7, além de incertezas sobre o início da retirada de estímulos nos EUA, resgatam o sentimento de aversão ao risco entre os investidores.

Na China, o aumento de um indicador de serviços e um relatório trimestral da autoridade monetária, divulgados hoje, elevam as apostas em um eventual aperto nos juros. O índice de atividade dos gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços chinês, medido pelo banco HSBC, avançou para 52,6 em outubro, frente a 52,4 em setembro. Acima de 50, a leitura indica expansão da atividade não industrial em relação ao mês anterior.


Nesta manhã, o Banco Central chinês (PBoC) informou, por meio de um relatório, que está "preocupado" com o mercado imobiliário e a dívida dos governos locais e que "é preciso controlar o crédito para indústrias com excesso de capacidade". Já o primeiro-ministro, Li Keqiang, descartou a injeção de mais dinheiro no sistema financeiro. Segundo ele, depender de estímulos de curto prazo para apoiar o crescimento cria riscos de problemas fiscais como os enfrentados pelos governos europeus.

No mercado interno, várias autoridades criticaram ontem as preocupações do mercado com o déficit fiscal e garantiram um maior controle das contas públicas daqui pra frente visando reduzir o desequilíbrio nas contas do governo. O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, minimizou o problema. Para ele, a política fiscal está sob ataque especulativo, que se expressa na imprensa. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista a uma agência de notícias, disse que o governo começa a retirar os estímulos à economia a fim de melhorar o resultado fiscal.

Mantega disse que a redução de aportes ao BNDES e a diminuição de crédito subsidiado do banco são parte do desmonte do conjunto de estímulos fiscais e creditícios concedidos à economia no pós-crise de 2008 e 2009. Para ele, a redução de estímulos e a esperada recuperação da economia em 2014 farão com que os resultados fiscais de 2014 sejam melhores que os deste ano. Para 2013, Mantega informou que o governo central cumprirá superávit primário de R$ 73 bilhões nas contas públicas, o equivalente a 1,5% do PIB. Até setembro, porém, a economia foi de apenas R$ 26,6 bilhões.

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