Depois de dois meses de queda, varejo tem duas altas seguidas
O varejo ampliado, que inclui veículos, ainda mantém resultado negativo no acumulado do ano
Economia|Do R7

As vendas do varejo apresentaram alta de 0,4% em setembro na comparação com o mês anterior (série com ajuste sazonal). No mesmo tipo de comparação, a receita do setor cresceu 0,7%. Os dois resultados são positivos pelo segundo mês consecutivo, depois de dois meses negativos, de acordo com informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Os dados divulgados nesta sexta-feira (14) mostram ainda que, na média trimestral, o volume de vendas obteve teve crescimento de 0,2%, revertendo um quadro negativo de seis meses, enquanto a receita apresentou aumento de 0,5%, mantendo o resultado positivo dos meses anteriores.
No varejo ampliado, que inclui também as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas cresceu 0,5% na comparação com agosto, ajustado sazonalmente, depois de um mês de queda.
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No entanto, o acumulado do ano e a comparação com setembro do ano passado ainda apresentam resultados negativos. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o varejo ampliado registrou variação de -1,2% para o volume de vendas e de 4,5% na receita nominal de vendas.
No que tange às taxas acumuladas, os resultados foram de -1,4% no ano e de -0,1% nos últimos 12 meses, para o volume de vendas, e de 4,2% e 5,6% para a receita nominal, respectivamente.
O desempenho deste setor reflete o comportamento das vendas de veículos, motos, partes e peças, que apresentou, para o volume de vendas, taxa de -0,6% sobre agosto de 2014 com ajuste sazonal, e queda de -4,5% em relação a setembro de 2013.
Em termos acumulados, as variações foram de -9,2% em 2014 e -6,8%% nos últimos 12 meses. A redução das vendas no segmento foi influenciada pelo menor ritmo na oferta de crédito e pela restrição no orçamento das famílias, diante da desaceleração do crescimento real da massa de salários.
Atividades
Para o volume de vendas com ajuste sazonal, cinco das dez atividades pesquisadas apresentaram variações positivas. Em ordem de magnitude das taxas, os resultados foram: 1,8% para móveis e eletrodomésticos; 1,2% em outros artigos de uso pessoal e domésticos; 0,7% para combustíveis e lubrificantes; 0,5% para material de construção; 0,4% em artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; -0,3% para hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; -0,6% em veículos, motos, partes e peças; -2,1% para equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; -2,2% para livros, jornais, revistas e papelaria; e -3,0% em tecidos, vestuário e calçados.
Regiões
No comércio varejista, 23 das 27 unidades da federação apresentaram variações positivas no volume de vendas, na comparação de setembro de 2014 com igual mês do ano anterior (série sem ajuste), com destaque para o Acre (20,6%), Roraima (14,3%), Rondônia (13,3%), Amapá (9,4%) e Paraíba (5,6%). Quanto à participação na composição da taxa do varejo, destacaram-se Rio de Janeiro (4,3%), Minas Gerais (2,3%), Bahia (2,8%) e Ceará (3,7%).
Para o volume de vendas, os resultados em setembro sobre o mês anterior com ajuste sazonal foram positivos para 17 estados. As maiores taxas de variação ocorreram em Roraima (3,1%), Tocantins (2,4%), Espírito Santo (2,3%), Amapá (2,1%) e Amazonas (2,1%).
Quanto ao comércio varejista ampliado, 24 Estados apresentaram variações positivas na comparação com o mesmo período do ano anterior, em termos de volume de vendas, destacando-se Roraima (14,4), Rondônia (13,1%), Tocantins (10,6%), Ceará (7,9%) e Acre (7,4%). O estado com maior impacto negativo foi São Paulo, com taxa de -8,9%.
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