Diaristas e empresas de limpeza são opções para o patrão
Companhias cobram de R$ 99 a R$ 250 pelo serviço da faxina, com material de limpeza incluído
Economia|Vanessa Beltrão, do R7

O mercado da limpeza ampliou e oferece opções. O patrão que hoje não consegue contratar uma empregada doméstica devido aos custos com salário, férias, 13º salário e INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pode recorrer a uma empresa especializada em “faxina” ou contratar uma diarista.
Uma das empresas que oferecem esse serviço é a Limpeza com Zelo. Segundo o franqueador da companhia, Renato Ticoulat, com a PEC das Domésticas, a demanda aumentou, mas a mudança de hábito das pessoas também favoreceu o negócio.
— A PEC deu possibilidades de marketing para um processo que estava acontecendo naturalmente. As pessoas foram morar no apartamento, eles diminuíram de tamanho e muitos passaram a não ter quarto de empregada.
A empresa aberta há um ano já tem 12 franqueados em operação. Ao todo, a rede atende, na cidade de São Paulo, aos bairros Consolação, Higienópolis, Ipiranga, Cambuci, e, no Estado, às cidades de Santo André, São Bernardo, Santos, São José dos Campos, além de Rio de Janeiro e Salvador.
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O valor mínimo do serviço é R$ 110. A faxina é feita por duas pessoas. O pagamento pode ser feito à vista, por meio do cartão de crédito e até mesmo boleto bancário.
Renato explica que o fato de enviar dois profissionais é para aumentar a produtividade. Ele diz que nos Estados Unidos a média de limpeza é de 450 m² por hora e, no Brasil, isso ainda é de 150 m² a 200 m² a cada hora.
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A empresa Clean and Clear faz, no mínimo, 40 limpezas por mês. Antes de fechar o orçamento com o cliente, a empresa faz uma visita na residência ou no escritório. Mas, em média, um trabalho que deve durar duas horas custa R$ 99. Para cerca de seis horas, R$ 250, segundo a gerente de operações da companhia, Juliana Bellini.
— Nosso principal objetivo é trabalhar com essas pessoas que precisam de alguém e não têm como manter todos esses tributos e encargos que são exigidos hoje em dia.
As duas empresas não cobram pelo material de limpeza usado na residência e ainda cobrem algum dano causado ao local durante a execução do serviço. Os preços também correspondem à média paga a uma diarista.
No entanto, os patrões que decidirem contratar uma diarista devem ficar atentos a alguns detalhes para não virar vínculo empregatício. Clarice Saito, especialista em direito trabalhista e previdenciário e advogada da IOB, do Grupo Sage, explica que habitualidade e subordinação são critérios considerados pelos juízes na hora da decisão.
— Não é só a questão de dois ou três dias [mas], ter horário de trabalho, pagamento regular do salário.













