Direcionamento de energia de Itaipu aos EUA não afetará o Brasil, diz diretor da Abradee
‘O sistema tem plena capacidade de compensar essa redução’, afirma Ricardo Brandão
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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A energia produzida na usina hidrelétrica de Itaipu, localizada na fronteira do Brasil com o Paraguai, é distribuída igualmente entre os dois países. A parceria ainda inclui a venda de energia excedente produzida pelo vizinho ao território nacional; contudo, um novo acordo firmado entre Washington e Assunção pode afetar a aliança.
Donald Trump quer utilizar a energia excedente para abastecer companhias norte-americanas de inteligência artificial e data centers, complexos que armazenam os dados utilizados pelos modelos de IA. O diretor de Regulação da Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), Ricardo Brandão, informou que o acordo já era esperado, mas tranquilizou as expectativas em relação aos impactos.
Em entrevista ao Conexão Record News da sexta-feira (23), ele afirmou: “O setor elétrico brasileiro tem uma diversidade de fontes de geração de energia elétrica. [...] Itaipu é uma usina importante no sistema interligado nacional, mas o sistema tem plena capacidade de compensar essa redução”.
Brandão também apontou que tal diversidade nas fontes de energia renováveis é um atrativo para empresas de IA investirem no Brasil. “O Brasil tem uma posição muito estratégica. [...] A gente tem esse chamado ‘bônus verde’, [...] com a nossa garantia de oferta”.
O diretor da Abradee ainda negou problemas estruturais no fornecimento de energia no país. “Em geral, o que a gente tem hoje de problema no setor elétrico não é falta de energia ao longo de todo o dia, mas em alguns momentos específicos, especialmente no horário de ponta”, concluiu.
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