Dólar abre a semana em queda e vale R$ 3,38
Baixa de 0,85% da moeda norte-americana foi guiada por alívio na cena política nacional
Economia|Do R7

O dólar fechou a segunda-feira (28) em queda acentuada ante o real, diante do alívio com a cena política brasileira depois da queda de mais um ministro do governo do presidente Michel Temer, e com o recuo da moeda norte-americana no exterior.
O dólar recuou 0,85%, a R$ 3,3846 na venda. O dólar futuro cedia cerca de 0,9% no final da tarde. Na mínima do dia, a moeda norte-americana marcou R$ 3,3823 e, na máxima, R$ 3,4147.
"Acompanhamos o exterior e, com a sinalização positiva de Temer [presidente Michel Temer] ontem, somado ao fato de não termos nenhuma novidade política, o dólar teve espaço para cair ante o real hoje", comentou o agente autônomo da assessoria de investimentos Criteria, Felipe Favero.
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Ele se referia à entrevista do presidente Michel Temer que, junto com os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tentou aliviar os ânimos dos agentes econômicos ao afirmar que o governo fez um acordo com o Congresso para evitar a tramitação de uma proposta de anistia ao caixa 2 eleitoral, que estava sendo gestada na Câmara.
A ação do presidente aconteceu depois que o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero afirmou em depoimento à Polícia Federal que Temer o pressionou para encontrar uma "saída" para o caso de uma obra de interesse do agora ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima, que pediu demissão por conta da denúncia.
O temor dos mercados veio porque a avaliação era de que, com mais uma crise política, importantes medidas econômicas que precisam da aprovação do Congresso Nacional poderiam não sair do papel.
O mercado ainda não chegou a um denominador comum sobre a crise e, por isso, a cautela deve imperar no curto prazo. "O mercado monitora o assunto e seus efeitos nos ativos", comentou um operador da mesa de câmbio de uma corretora nacional.
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No exterior, o dólar recuava frente a outras moedas emergentes, como os pesos mexicano e chileno, e frente a uma cesta de moedas. O movimento era considerado uma correção após as fortes altas com a surpreendente vitória de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.
A ausência do Banco Central brasileiro no mercado de câmbio pode ter contido um pouco a queda nesta sessão, segundo alguns profissionais. A autoridade monetária concluiu a rolagem dos swaps tradicionais, equivalente à compra futura de dólares, de dezembro no último dia 22 e depois não fez novas intervenções.
Caso o dólar venha a se apreciar, o BC pode dar início à rolagem dos contratos com vencimento em janeiro, num total de US$ 5 bilhões. O nível entre R$ 3,45 e R$ 3,50 já deixava o mercado atento, porque foi quando o BC anunciou que passaria a fazer swaps tradicionais.















