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Dólar abre a semana em queda, negociado a R$ 5,19

Moeda norte-americana recua 0,36% com manutenção de bom humor local, mas receios externos limitam perdas

Economia|Do R7

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O dólar caía frente ao real nesta segunda-feira (10), com investidores monitorando a cena política local após um primeiro turno eleitoral amplamente bem-vindo pelos mercados, embora receios internacionais de aperto monetário continuassem no radar e limitassem os ganhos da moeda brasileira.

Às 10h15 (de Brasília), a moeda norte-americana à vista recuava 0,36%, a R$ 5,195 na venda, depois de mais cedo ter caído até 0,98%, a R$ 5,1631. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,1%, a R$ 5,2195.


A queda da moeda norte-americana nesta manhã era interpretada por alguns participantes do mercado como uma continuação da tendência recente de depreciação do dólar na esteira do primeiro turno das eleições locais. No acumulado da semana passada, a divisa dos EUA perdeu 3,34%, seu maior tombo semanal em mais de dois meses.

Investidores ainda se tranquilizaram após a formação de um Congresso significativamente alinhado a pautas conservadoras e liberais. "Os resultados foram percebidos como não necessariamente uma redução da probabilidade de uma vitória de Lula, mas potencialmente uma diminuição da probabilidade de uma mudança desestabilizadora em direção a uma política fiscal heterodoxa no Brasil", disse o Goldman Sachs.


Em relatório divulgado nesta segunda-feira, o banco avisa que o resultado eleitoral desencadeou, ainda que parcialmente, um "ciclo virtuoso" nos mercados locais de câmbio e juros. "Alguns investidores macro podem ter estado esperando por uma redução na incerteza eleitoral antes de se engajarem mais ativamente com uma narrativa macroeconômica positiva no Brasil", disse o Goldman Sachs.

A taxa Selic está atualmente em 13,75%, após um ciclo intenso e antecipado de aperto monetário do Banco Central, que tirou os juros básicos de uma mínima histórica de 2% atingida durante a pandemia.


O grande diferencial de custos de empréstimo entre o Brasil e outras economias torna o real atraente para estratégias de "carry trade", que consistem na tomada de empréstimo em país de juros baixos e aplicação desses recursos em praça mais rentável.

Apesar da baixa recente do dólar no mercado doméstico, investidores alertavam para a permanência de um cenário externo adverso. Um índice do dólar contra uma cesta de pares fortes subia 0,17% nesta manhã.

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