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Dólar anula queda e sobe 2% com ação do BC e realização de lucros após impeachment

Banco Central tem atuado para conter queda acentuada da moeda norte-americana

Economia|Do R7

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Moeda americana já acumula queda de mais de 10% no ano
Moeda americana já acumula queda de mais de 10% no ano

Banco Central entrou com força no mercado cambial e fez o dólar anular a queda vista no início dos negócios desta segunda-feira (18), passando a subir cerca de 2% e encostar em R$ 3,60, no dia seguinte à aprovação do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.

Segundo operadores, o movimento também vinha com realização de lucros, após as quedas nas últimas semanas sob a expectativa da votação do afastamento.


Às 10h21, o dólar avançava 2,06%, a R$ 3,5967 na venda. O dólar futuro também avançava cerca de 2%.

"O BC está usando a oportunidade para acelerar bastante a redução do seu passivo", disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.


O BC anunciou e vendeu nesta manhã 68.840 swaps reversos da oferta de até 80 mil contratos, equivalentes a compra futura de dólares. A autoridade monetária vem atuando pesadamente por meio desses instrumentos nas últimas semanas, reduzindo rapidamente o estoque de swaps tradicionais, que equivalem a venda futura de dólares.

O dólar chegou a recuar 1,48%, a R$ 3,4719, imediatamente após a abertura dos negócios, mas a queda foi perdendo força ao longo da primeira hora do pregão.


Na noite passada, a Câmara dos Deputados aprovou por 367 votos a continuidade do processo de impeachment, superando com alguma margem os 342 necessários. Agora, a matéria precisa ser aprovada no Senado, que deverá assegurar que o vice-presidente Michel Temer assuma o comando do País pelo menos interinamente.

A perspectiva de que uma troca de governo poderia trazer de volta a confiança na economia brasileira já havia derrubado o dólar nos últimos meses, acumulando baixa de 10,74% neste ano até sexta-feira (15).


"Agora que o fato se concretizou, muita gente aproveita para zerar essas vendas das últimas semanas", disse o gerente de câmbio da corretora BGC Liquidez, Francisco Carvalho.

Profissionais do mercado financeiro já haviam afirmado à Reuters que a euforia inicial após a decisão da Câmara poderia ceder o lugar para cautela em pouco tempo, conforme o foco passa aos nomes que formariam a equipe econômica de eventual governo Temer.

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