Dólar cai 0,35% depois de quatro altas consecutivas
Moeda se desvalorizou pelo mundo em meio à crise na Ucrânia e o comércio na China
Economia|Do R7

O dólar caiu 0,35% nesta quarta-feira (12) e chegou a R$ 2,3592 na venda após subir por quatro pregões seguidos.
A queda aconteceu em meio a desvalorização da moeda norte-americana pelo mundo devido a questões internacionais como a crise política na Ucrânia, por exemplo.
É o que afirma o economista da Lerosa Investimentos, Carlos Vieira.
— Lá fora, o contexto continua sendo de preocupação, com a China (queda das exportações) e com a Ucrânia. Mas, no fim da tarde, o cenário externo deu uma aliviada e isso se refletiu nessa queda [do dólar].
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A moeda, que chegou a R$ 2,3744 na máxima e R$ 2,3560 na mínima do dia, teve oscilou pouco durante o pregão. Investidores evitaram fazer grandes apostas diante de dúvidas sobre os recursos captados pela Petrobras nesta semana.
A divisa dos EUA também perdeu terreno sobre o rand sul-africano, o peso mexicano, o euro, entre outros, após apreciar-se durante boa parte do pregão. Esse alívio nos mercados internacionais ocorreu após sinais de progresso nas tentativas diplomáticas para esfriar as tensões na Ucrânia.
O dólar avançou 2,06% sobre a moeda brasileira nas últimas quatro sessões da bolsa.
Petróleo
Segundo analistas, como o gerente de câmbio da corretora BGC Liquidez, Francisco Carvalho, a cautela dos investidores diante da possível entrada de recursos da Petrobras também influenciou a queda do dólar.
— Temos que esperar para ver se os recursos da Petrobras serão internalizados ou se serão usados para pagar dívida lá fora. Temos de ficar de olho nisso até o fim do mês.
A petroleira precificou na segunda-feira (10) oferta de US$ 8,5 bilhões (cerca de R$ 20,04 bilhões) em bônus no exterior, por meio de seis tranches (divisão em contratos) com vencimentos entre três e 30 anos e com a demanda pelos papéis superando os US$ 22 bilhões (cerca de R$ 51,88 bilhões).
Entre as mesas de câmbio, discute-se a possibilidade de a estatal manter no exterior boa parte desses recursos com o objetivo de rolar a dívida em moeda estrangeira.
Recursos
Dados do Banco Central mostraram que o Brasil registrou entrada líquida de US$ 2,702 bilhões (cerca de R$ 6,37 bilhões) na primeira semana de março, devido ao saldo positivo de US$ 2,505 (cerca de RS 5,88 bilhões) na conta financeira.
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, reforçou durante à tarde o contexto de entrada de recursos, afirmando que, em fevereiro, houve ingresso líquido de US$ 9,2 bilhões (cerca de R$ 21,70 bilhões) em renda fixa, bolsa e IED (Investimento Estrangeiro Direto).















