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Dólar cai 0,48% ante real e fecha cotado a R$ 2,17 

Resultado desta terça (22) ocorreu em meio ao emprego pior nos EUA e expectativas sobre Fed

Economia|Do R7

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Moeda norte-americana recuou 0,48% e fechou em R$ 2,17
Moeda norte-americana recuou 0,48% e fechou em R$ 2,17

O dólar recuou 0,48% nesta terça-feira (22) e fechou cotado a R$ 2,1715 na venda. O resultado ocorreu em meio aos dados de emprego piores do que o esperado nos Estados Unidos, que deram força à tese de que o Federal Reserve, banco central do país, deve alongar seu estímulo monetário até o início do próximo ano, em linha com o movimento da divisa norte-americana em relação a outras moedas.

Em relação a uma cesta de moedas, a divisa também operava em queda de 0,57%. Segundo dados da BM&F, o volume de negociação estava em cerca de US$ 1,5 bilhão.


O principal índice da Bolsa de São Paulo subiu quase 1% nesta terça-feira, amparado em ações de metais e construção, após dados de emprego mais fracos que o esperado nos Estados Unidos reforçarem expectativa de que o banco central local manterá intacto seu programa de estímulos à economia até 2014.

Segundo dados preliminares, o Ibovespa subiu 0,95%, a 56.607 pontos, guiado pela preferencial da mineradora Vale. O giro financeiro do pregão foi de R$ 5,7 bilhões.


O operador de uma corretora internacional resumiu o cenário da seguinte forma.

— O dado de trabalho nos EUA mexe com a expectativa sobre o estímulo do Fed, que tem sido uma questão bem sensível. Isso, por sua vez, mexe com o dólar.


Os empregadores dos Estados Unidos contrataram bem menos funcionários do que o esperado em setembro, sugerindo perda de ímpeto na economia que sustenta a decisão do Fed de manter suas compras de títulos, no valor de US$ 85 bilhões de dólares, e, consequentemente, a maior liquidez nos mercados internacionais.

As vagas de emprego fora do setor agrícola aumentaram em 148 mil no mês passado, informou o Departamento de Trabalho nesta terça-feira. Expectativa de pesquisa da Reuters era de alta de 180 mil.


O dado levou o dólar a perder força em grande parte dos mercados globais de câmbio. O euro, por exemplo, ganhava cerca de 0,75% no final desta tarde ante a moeda norte-americana, após bater a máxima desde novembro de 2011 no intradia.

Mais cedo, o dólar chegou a registrar leve alta ante o real, sob a expectativa de que o Banco Central não irá rolar todos os contratos de swap cambial tradicional que vencem em 1º de novembro, no valor equivalente a US$ 8,87 bilhões.

Isso porque, nesta sessão, o BC deu início à rolagem, colocando apenas 20 mil contratos no total: 12 mil com vencimento em 1º de julho de 2014 e 8 mil com vencimento em 1º de outubro de 2014, com valor equivalente a US$ 988,3 milhões.

O BC pode fazer ainda mais dois leilões, na quarta-feira e na quinta-feira, para rolar o restante dos contratos.

O mercado ainda avalia, entretanto, que a autoridade monetária pode não rolar o lote integral de swaps, ao contrário do que tem ocorrido desde o início do programa de intervenções diárias, em agosto, e previsto para acontecer até o final do ano.

Um operador de câmbio de um banco nacional disse haver demanda para a rolagem completa dos vencimentos.

— O BC está sendo conservador (na rolagem) para evitar uma desvalorização maior da moeda (norte-americana). Se quisesse fazer a rolagem total, faria lotes maiores.

Em comparação, o processo de rolagem dos 135.300 contratos que venceram em outubro ocorreu em três etapas, mas começou com atuação maior: foram duas etapas de 40 mil contratos e uma de 55,3 mil contratos, com a venda integral em todas elas.

Operadores do mercado entendiam que, caso o BC rolasse integralmente os contratos que vencem no início do próximo mês, o dólar corria risco de ir abaixo de R$ 2,15, podendo chegar até mesmo a R$ 2,10, níveis que podem não ser bom para as exportações brasileiras.

Mais cedo, o BC também realizou o leilão previsto em seu cronograma de intervenções diárias no mercado de câmbio, com a venda de 10 mil contratos de swap cambial tradicional, com vencimento 1º de julho de 2014. Os contratos com vencimento em 5 de março de 2014 não foram vendidos. O volume financeiro equivalente da operação foi de US$ 494,9 milhões.

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