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Dólar cai 1% e vai abaixo de R$ 3,30

Queda da moeda norte-americana foi guiada por expectativas sobre reformas econômicas

Economia|Do R7

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Na mínima do dia, a moeda foi a R$ 3,2829
Na mínima do dia, a moeda foi a R$ 3,2829

O dólar caiu 1% e foi abaixo de R$ 3,30 nesta quarta-feira (28), influenciado pelas notícias da saída de Renan Calheiros da liderança do PMDB no Senado, abrindo mais caminho para a aprovação das reformas no Congresso Nacional em meio à intensa crise política que afeta o governo do presidente Michel Temer.

Ajudou ainda o comportamento da moeda norte-americana no exterior, em baixa ante divisas de outros países emergentes.


O dólar recuou 1,01%, a R$ 3,2849 na venda, mesmo nível de 19 de junho. Na mínima do dia, a moeda foi a R$ 3,2829. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 0,9% no final da tarde.

"Notícias como essa [do Renan] vão acalmando o mercado, elevam as chances de as reformas serem aprovadas", afirmou o gerente de tesouraria do banco Confidence, Felipe Pellegrini.


Há tempos Renan vinha causando desconforto ao governo e já chegou a afirmar que Temer não tinha "legitimidade" para propor reformas no momento em que é investigado no STF (Supremo Tribunal Federal).

À tarde, também agradou a notícia de que o ministro Edson Fachin, do STF, decidiu enviar diretamente para a Câmara dos Deputados a denúncia contra Temer para que os parlamentares decidam se autorizam ou não o julgamento do recebimento da acusação criminal.


Assim que denunciou Temer na segunda-feira à noite, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia pedido a concessão do prazo de 15 dias para que o presidente apresentasse a sua defesa prévia.

Temer foi denunciado por Janot pelo crime de corrupção passiva e ele pode fazer novas denúncias, já que o presidente também é investigado por crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa.


Os investidores também passaram o dia sob a expectativa pela votação da reforma trabalhista na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, considerada um teste de fogo para o governo depois que da derrotado na CAS (Comissão de Assuntos Sociais) na semana passada.

"Se o texto não passar na CCJ, será bastante negativo, mostrará a dificuldade do governo em agregar a base", afirmou mais cedo o sócio da assessoria de investimentos Criteria Investimentos, Vitor Miziara.

Apesar da queda agora, o mercado continuava cauteloso com a cena política doméstica, com o dólar não se afastando muito do patamar de R$ 3,30. "É perigoso trabalhar vendido (apostando na queda da moeda norte-americana) com o cenário político atual", afirmou Pellegrine, do banco Confidence.

Ajudou ainda no movimento de queda do dólar o cenário externo. O dólar cedia uma cesta de moedas e ante moedas de países emergentes, como o peso mexicano e a lira turca, influenciado pelo fracasso dos republicanos em aprovar a reforma da saúde nos Estados Unidos, prejudicando ainda mais a crença nas promessas do presidente Donald Trump para sustentar o crescimento, e após dados fracos sobre a economia do País.

O Banco Central brasileiro vendeu integralmente a oferta de até 8.200 swaps cambiais tradicionais — equivalente à venda futura de dólares — para rolagem dos contratos que vencem em julho. Com isso, já rolou US$ 6,560 bilhões do total de US$ 6,939 bilhões que vence no mês que vem.

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