Flávio critica ausência do governo e diz que vai defender o Pix em audiência nos EUA sobre tarifaço
Em Washington, senador discursará em evento que debate as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros
Brasília|Ezequiel Trancoso, do R7, em Brasília
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a ausência de representantes do governo federal nas audiências públicas realizadas em Washington a partir desta segunda-feira (6) para discutir as tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O pré-candidato à Presidência discursará nesta terça-feira (7), no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês.
“Ele [Lula] não mandou ninguém para cá. Nem uma única pessoa para defender o Brasil aqui nesse tribunal que vai sugerir se o governo americano deve impor ou não a tarifa de 25% aos produtos brasileiros”, criticou Flávio.
Segundo apuração do R7, o Itamaraty avalia que audiências públicas dessa natureza são direcionadas a empresários e à sociedade civil, e por isso, não funcionam como um meio de negociações. Apesar disso, o governo federal vai enviar ao evento um representante da Embaixada do Brasil nos EUA.
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Flávio discursará por cerca de cinco minutos no painel 8, com início previsto para as 11h (horário de Brasília).
Além dele, devem participar também o ex-diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio) e ex-embaixador brasileiro Roberto Azevêdo e representantes da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e da indústria calçadista.
Pix
O senador do PL também afirmou que o Pix é “sagrado” para os brasileiros e adiantou que vai defender o uso da ferramenta durante seu discurso em Washington.
“Vou defender o Pix, que foi criado no governo do presidente Bolsonaro, e promoveu a inclusão de milhões de brasileiros no sistema bancário, principalmente os mais humildes”, destacou o senador.
O sistema de pagamentos brasileiro — lançado em 2020, mas cujo projeto de desenvolvimento foi iniciado em 2016 — é investigado pelo governo americano por supostamente representar uma prática comercial desleal e um instrumento que bloquearia a concorrência de empresas dos EUA.
Tarifaço
O pré-candidato à Presidência disse ainda que “fará sua parte” para evitar que os produtos brasileiros sejam tarifados. “Vou apresentar os argumentos, tanto os técnicos como os políticos, mostrando que a tarifação é ruim para o Brasil e para os Estados Unidos”, adiantou.
No último dia 1º, Flávio solicitou que o governo dos EUA suspendesse por 180 dias as tarifas americanas sobre produtos brasileiros e que, alternativamente, aplicasse sanções que atinjam apenas autoridades que ele considera responsáveis pelos problemas institucionais no Brasil.
Ao comentar o pedido de suspensão das taxas feito por Flávio, Lula afirmou, em publicação no X, ser “inaceitável que a família Bolsonaro, com seu entreguismo, queira submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos”.
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