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Representante da Embaixada do Brasil nos EUA vai acompanhar audiência sobre tarifaço

Governo federal não enviou representantes para discursar no evento, mas informou que mantém diálogo com país pelos ‘canais oficiais’

Brasília|Débora Sobreira*, do R7, em Brasília e Natália MartinsOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo federal do Brasil não enviou representantes para discursar nas audiências públicas sobre tarifas nos EUA, mas acompanhará os debates através do Ministério das Relações Exteriores.
  • As audiências acontecem na Comissão de Comércio Internacional dos EUA e envolvem representantes do setor produtivo e políticos, incluindo Flávio Bolsonaro.
  • O governo brasileiro optou por manter o diálogo com os EUA por canais diplomáticos oficiais, considerando as audiências direcionadas a empresários e sociedade civil.
  • O Brasil tem até 15 de julho para negociar as tarifas impostas sob a Seção 301, relacionadas a práticas de comércio desleais segundo os EUA.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Governo federal deve enviar ao evento embaixadora do país nos Estados Unidos, como observadora Agência Brasil/Arquivo

O governo federal decidiu não enviar representantes para discursar nas audiências públicas que ocorrem em Washington D.C., a partir desta segunda-feira (6), sobre a proposta de um novo tarifaço dos Estados Unidos. Apesar disso, o Ministério das Relações Exteriores vai acompanhar os debates presencialmente.

As reuniões para ouvir o público sobre esse tema ocorrem na sede da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos. A lista de inscritos para falar conta com representantes do setor produtivo de ambos os países envolvidos, além de políticos, como o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).


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O R7 apurou que, para o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, essas as audiências públicas são direcionadas a empresários e à sociedade civil; por isso, elas não funcionam como um meio de negociações. Assim, o governo federal optou por manter o diálogo com os EUA apenas pelos canais diplomáticos oficiais.

A reportagem também recebeu a informação de que, na última quinta-feira (2), ocorreu uma reunião virtual entre integrantes do Palácio Itamaraty com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, e que o diálogo ocorre desde a primeira imposição de tarifaço, há um ano.


O encontro on-line ocorreu para articulação sobre as tarifas, a partir de uma carta enviada ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

A reportagem apurou, ainda, que o Brasil deve enviar a embaixadora do país na capital de Washington D.C., Maria Luiza Ribeiro Viotti, como observadora para a audiência.


Acusações e penalidades

A proposta do governo de Donald Trump de sobretaxar mercadorias exportadas pelo Brasil aos Estados Unidos envolve acusações previstas na Seção 301 da legislação do país norte-americano.

A norma prevê a imposição de tarifas por parte dos EUA a países que, segundo esse entendimento, cometeram práticas desleais em áreas como: comércio digital, meio ambiente e de propriedade intelectual.


Em junho último, o governo dos EUA categorizou algumas políticas supostamente adotadas pelo Brasil como “irracionais” e capazes de causar sobrecarga, além de restrições, ao comércio dos Estados Unidos.

Entre os pontos destacados pelo USTR estavam: suposto favorecimento por parte do Brasil ao comércio com o México e a Índia; concorrência desleal provocada pelo Pix às bandeiras de cartões norte-americanas; falhas nas ações de combate à corrupção, ao desmatamento e à pirataria; bem como ausência de reciprocidade na exportação de etanol aos EUA.

O Brasil tem até 15 de julho para apresentar uma proposta de negociação para extinção das tarifas de 25% sobre mercadorias enviadas ao país norte-americano.

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