Dólar cai de novo e termina a semana cotado a R$ 3,37
Queda de 0,3% levou a moeda norte-americana ao menor nível desde o dia 22 de novembro
Economia|Do R7

O dólar fechou esta sexta-feira (9) em baixa frente ao real, com fluxo de ingresso de recursos após uma semana intensa de estresse por conta do cenário político no País.
Na sessão, a moeda norte-americana recuou 0,3%, a R$ 3,3729 na venda, novamente o menor nível desde 22 de novembro (R$ 3,3565). Na semana, o dólar acumulou perda de 2,87% frente ao real.
Na mínima da sessão, a moeda norte-americana marcou R$ 3,3520 e, na máxima, R$ 3,4116, com alta de 0,85%, o que acabou atraindo investidores de fora e exportadores. O movimento acabou invertendo o rumo da moeda norte-americana, que acabou fechando o pregão em baixa.
O comportamento do dólar no Brasil ficou deslocado do exterior, onde a moeda norte-americana avançava ante divisas emergentes como o peso mexicanos. O dólar sobre uma cesta de moedas também apresentou ganhos durante toda a sessão.
Leia mais sobre Economia e ajuste suas contas
Nesta semana, o mercado mostrou volatilidade diante da cena política, após uma liminar do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello pedir o afastamento de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado.
O plenário do STF, no entanto, decidiu manter Renan à frente do Senado, mas tirá-lo da linha sucessória da Presidência da República, trazendo mais alívio aos investidores por manter a agenda de votações no Senado que prevê, na próxima terça-feira, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que limita o crescimento dos gastos públicos, importante medida do governo para tentar colocar a economia nos eixos.
"A próxima semana tem eventos muito importantes e essa expectativa vem gerando volatilidade", disse o operador da corretora Advanced Corretora, Alessandro Faganello. "O mercado está confortável com o nível de preços, então isso também ajuda a segurar o dólar onde está", afirmou.
Além das votações no Congresso brasileiro, o mercado estará com os olhos focados no Federal Reserve, banco central norte-americano, na próxima quarta-feira. A expectativa é de que o Fed eleve a taxa de juros, como mostra a ferramenta FedWatch do Grupo CME.
Os investidores, no entanto, vão buscar pistas sobre novos e/ou maiores aumentos após a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, cuja política econômica pode ser inflacionária.
"Se o Fed não surpreender, acabou o ano. Se vier qualquer surpresa negativa, vai ter volatilidade com realinhamento de preços", comentou o operador da corretora Mirae Asset Olavo Souza.
O Banco Central brasileiro vendeu nesta manhã o lote integral de 15 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda de dólares no futuro, para rolagem dos contratos com vencimento em janeiro.















