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Dólar cai e fecha a quarta-feira cotado a R$ 3,81

Moeda norte-americana recuou 2,08% por aposta em manutenção de juros nos EUA

Economia|Do R7

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Ontem, a divisa registrou a maior alta diária em mais de 4 anos
Ontem, a divisa registrou a maior alta diária em mais de 4 anos

dólar fechou em queda nesta quarta-feira (14), acompanhando a baixa da moeda nos mercados externos diante da percepção de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, pode elevar os juros somente em 2016 em meio a uma rodada de dados fracos nos Estados Unidos e na China, favorecendo mercados emergentes.

O dólar recuou 2,08%, a R$ 3,8126 na venda, anulando boa parte do avanço de 3,58% registrado na véspera, a maior alta diária em mais de quatro anos.


"Julgando por toda a comunicação do Fed e por todos os fundamentos, não vejo nenhum motivo para ter pressa para subir juros. Não ficaria surpreso se a alta viesse só na metade do ano que vem", disse o tesoureiro de um banco nacional.

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Dados fracos sobre a inflação na China alimentaram apostas de que a desaceleração da segunda maior economia do mundo esteja respingando sobre os EUA, o que daria argumentos para o Fed manter os juros quase zerados até o ano que vem.


Mais tarde, o Livro Bege do Fed mostrou que contatos empresariais do banco central norte-americano entendem que a economia dos EUA vem sofrendo com a alta do dólar, dando mais combustível para a perspectiva de manutenção dos juros.

A possibilidade de o Fed não elevar juros neste ano sustenta a atratividade de ativos de países emergentes, que oferecem rendimentos maiores. Nesse contexto, a divisa dos EUA perdia terreno em relação a moedas como os pesos chileno e mexicano.


"Nas últimas semanas o cenário externo tem amortecido a pressão local, mas não vejo muito espaço para o dólar continuar caindo", disse o operador da corretora Intercam Glauber Romano.

Pela manhã, o Banco Central deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em novembro, vendendo a oferta total de até 10.275 contratos, equivalentes à venda futura de dólares. Até agora, a autoridade monetária já rolou US$ 4,606 bilhões, ou cerca de 45% do lote total, que corresponde a US$ 10,278 bilhões.

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