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Dólar cai e fecha a terça-feira negociado a R$ 3,26

Queda de 0,31% da moeda frente ao real foi guiada por reformas da Previdência e trabalhista

Economia|Do R7

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Na mínima da sessão, a moeda norte-americana marcou R$ 3,25
Na mínima da sessão, a moeda norte-americana marcou R$ 3,25

O dólar fechou a terça-feira (23) em baixa frente ao real, com investidores um pouco mais aliviados com os esforços do governo para dar andamento às reformas trabalhista e da Previdência, considerada essencial para colocar as contas públicas do País em ordem, no Congresso Nacional.

Na sessão, o dólar recuou 0,31%, a R$ 3,2662 na venda, depois de ter acumulado alta de 4,55%, até a véspera, desde a eclosão da crise política que acertou em cheio o presidente Michel Temer, em meados da semana passada.


Na mínima da sessão, a moeda norte-americana marcou R$ 3,2557 e, na máxima, R$ 3,2904. O dólar futuro era negociado com leve baixa de cerca de 0,1% no final da tarde.

"A tendência do dólar segue indefinida, podendo voltar a subir fortemente se a crise envolvendo o presidente Michel Temer se estender por muito tempo", avaliou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.


Temer é alvo de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça, investigação aberta com base em acordo de delação fechado por Joesley Batista, do grupo JBS. Temer teve uma conversa gravada pelo empresário.

Para tentar mostrar força, o governo vem se esforçando para ver sua pauta econômica andando no Congresso Nacional. Na véspera, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), informou que a votação da reforma da Previdência deve começar entre os dias 5 e 12 de junho na Casa.


Além disso, a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado fez audiência pública para debater o projeto de reforma trabalhista e o calendário prevê que a votação possa ocorrer na próxima semana.

Do lado negativo, a agência de classificação de risco Standard & Poor's decidiu colocar em observação negativa a perspectiva da nota de crédito soberano do Brasil, hoje em BB, citando o aumento das incertezas políticas. A observação negativa reflete o risco de corte no rating nos próximos três meses.


O Banco Central realizou nesta sessão o último dos três leilões anunciados de novos swaps cambiais tradicionais — equivalentes à venda futura de dólares — para tentar reduzir a volatilidade no câmbio após o estouro da crise política. Foram vendidos todos os 40 mil contratos nos três leilões, equivalente a US$ 6 bilhões.

A autoridade monetária também vendeu integralmente a oferta de até 8.000 swaps para rolagem dos contratos com vencimento em junho. Com o leilão desta terça-feira, faltam rolar ainda US$ 2,035 bilhões do total de US$ 4,435 bilhões que vencem no mês que vem.

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