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Dólar cai e fecha abaixo de R$ 3,10 na volta do Carnaval

Queda de 0,65% da moeda norte-americana foi marcada em dia de ajustes no mercado

Economia|Do R7

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Dólar bateu R$ 3,12 na máxima do dia
Dólar bateu R$ 3,12 na máxima do dia

O dólar terminou a quarta-feira (1º) em queda e abaixo dos R$ 3,10, com investidores promovendo ajustes após a folga de Carnaval que fechou o mercado nos dois primeiros dias desta semana.

A moeda, assim, abandonou completamente a alta inicial, influenciada por declarações de dirigentes do Federal Reserve, banco central norte-americano, que sinalizaram um aumento iminente da taxa básica de juros do país.


O dólar recuou 0,65%, a R$ 3,0932 na venda, depois de ter acumulado baixa de 1,2% em fevereiro. O dólar futuro registrava desvalorização de cerca de 0,5%. Na máxima da sessão, foi a R$ 3,1240, logo no início dos negócios. Na mínima, marcou R$ 3,0928.

"O dólar já tinha subido bem na sexta-feira, com investidores se protegendo da folga prolongada. Hoje, não enxergaram espaço para ir muito além", comentou o operador da Spinelli Corretora, José Carlos Amado.


Na última sexta-feira, a moeda avançou 1,86% com profissionais citando busca por proteção diante do final de semana prolongado pelo Carnaval. "Hoje, eles devolveram parte dessas compras", emendou Amado.

Na abertura, a moeda teve uma valorização mais firme ante o real, influenciada por declarações de dirigentes do Fed, mas o movimento não se sustentou. Os presidentes do Fed de Nova York, William Dudley, e de San Francisco, John Williams, sinalizaram para uma alta de juros em breve.


Nesta tarde, o presidente do Fed de Dallas, Robert Kaplan, também falou na mesma linha, defendendo aumentos dos juros mais cedo do que mais tarde, mas isso não influenciou o dólar ante o real. No exterior, no entanto, isso levou a divisa a subir ante uma cesta de moedas.

Com essas falas, as apostas de que a autoridade monetária dos Estados Unidos subirá a taxa básica de juros em março estavam em 69%, ante 35% na terça-feira, mostrava a ferramenta FedWatch, do CME Group. A moeda operava de forma mista ante divisas emergentes, avançando ante a lira turca, mas caindo ante o rand sul-africano e peso mexicano


Os especialistas também avaliaram que o mercado brasileiro tem sido bastante influenciado por fundamentos internos, com a trajetória de queda da Selic, recuo da inflação e perspectiva de que o pior para a economia pode já ter ficado para trás.

"Com isso, o dólar não consegue neste momento ter força para se valorizar ante o real como ante outras moedas emergentes. O mercado precisa de novidades para ir além", comentou o trader da Ourominas Corretora, Maurício Gaioti.

A volta da folga do Carnaval foi marcada por uma liquidez mais baixa, comentaram os profissionais.

"Isso pode ter contribuído por interferir na trajetória da moeda, já que poucos negócios podem 'levar' o mercado", resumiu um operador de câmbio de uma corretora local.

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