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Dólar cai mais de 1% e volta a R$ 3,30

Moeda norte-americana foi guiada por correção, mas cautela com risco político continua

Economia|Do R7

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Dólar bateu R$ 3,2968 na mínima do dia
Dólar bateu R$ 3,2968 na mínima do dia

O dólar caiu mais de 1% e voltou ao nível de R$ 3,30 nesta segunda-feira (26), corrigindo parte da alta de 1,65% acumulada nas quatro sessões anteriores e em movimento influenciado pelo exterior, mas sem deixar de lado o risco político doméstico.

No fechamento da sessão, a moeda norte-americana recuou 1,13%, a R$ 3,3015 na venda, depois de bater a mínima de R$ 3,2968 no dia. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 1,25% no final da tarde.


"Houve desmonte de posições defensivas da semana passada, mas o mercado aqui foi muito pequeno", resumiu o operador da Spinelli Corretora, José Carlos Amado.

Os investidores passaram o dia à espera de novidades no cenário político, como a apresentação de denúncia do procurador-geral da república, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer, o que deve ocorrer em breve.


Temer é alvo de inquérito autorizado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) pelos crimes de corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa, em investigação que tem como base a delação do executivo da JBS Joesley Batista.

Na sexta-feira, a Polícia Federal concluiu que não houve edição na gravação da conversa entre Joesley e o presidente. "Joga contra Temer o fato de a Polícia Federal ter concluído [em perícia] que a gravação do executivo da J&F não foi editada, o que vai contra a defesa do presidente e alimenta a cautela no Planalto, que já se mobiliza para definir reações a denúncia", escreveu a corretora Correparti em relatório a clientes.


O mercado também acompanhou o comportamento de parte das moedas no exterior, onde tinha baixa firme ante o rand sul-africano e o peso mexicano, entre outras. De forma geral, o mercado estava reagindo às avaliações de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, pode não elevar muito os juros na maior economia do mundo.

Juros menores nos Estados Unidos ajudam a preservar a atratividade de outras praças financeiras, como a brasileira, evitando a saída de recursos.

O Banco Central brasileiro vendeu integralmente a oferta de até 8.200 swaps cambiais tradicionais — equivalente à venda futura de dólares — para rolagem dos contratos que vencem julho. Com isso, já rolou US$ 5,740 bilhões do total de US$ 6,939 bilhões que vence no mês que vem.

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