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Dólar cai mais de 1,5% e volta a valer R$ 3,85

Recuo da moeda norte-americana foi influenciado pelas incertezas políticas e econômicas

Economia|Do R7

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Na mínima do dia, a moeda norte-americana caiu 1,8%, a R$ 3,84
Na mínima do dia, a moeda norte-americana caiu 1,8%, a R$ 3,84

O dólar fechou em queda nesta quinta-feira (29), a R$ 3,85, com investidores desmontando apostas de alta da moeda norte-americana ao fim de um mês um pouco mais calmo, mas com mercado ainda mostrando baixo volume devido às incertezas políticas e econômicas no Brasil.

O dólar recuou 1,68%, a R$ 3,8541 na venda, menor patamar em duas semanas. Na mínima do dia, a moeda norte-americana caiu 1,8%, a R$ 3,8496, e, na máxima, subiu 0,95%, a R$ 3,9574.


"O mercado está muito técnico, muito pequeno. Quem estava comprado em dólar e perdeu dinheiro neste mês não quer dobrar a aposta, e o efeito de deixar essa posição vencer é o mesmo de um fluxo de entrada", disse o operador da gestora de recursos de um banco internacional.

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Uma posição comprada em dólar refere-se, de maneira geral, a quem aposta na alta da moeda norte-americana. Em outubro, até agora, o dólar já caiu 2,81%.


O efeito desse movimento foi amplificado pela liquidez reduzida, tendência dos últimos dias. Investidores vêm evitando fazer grandes operações devido ao quadro político e econômico incerto no Brasil, com dificuldades cada vez maiores no campo fiscal.

O Brasil registrou em setembro déficit primário menor que o esperado, mas influenciado pelo não pagamento no mês de adiantamento de 13º salário a aposentados. Essa despesa deve entrar na conta em outubro.


A prudência veio também após o Federal Reserve, banco central norte-americano, sinalizar na véspera que pode elevar a taxa de juros em dezembro. Se confirmada, essa decisão tende a atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados em países como o Brasil, pressionando o câmbio local.

O resultado do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos no terceiro trimestre, embora aquém das expectativas, não dissuadiu investidores dessa perspectiva, uma vez que ainda indicou demanda doméstica sólida.

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Essa expectativa chegou a levar o dólar a subir ante o real pela manhã, mas o movimento perdeu força. Operadores afirmaram que a mudança não veio em reação a notícias ou fundamentos, e sim a operações pontuais que tiveram seu efeito amplificado pela baixa liquidez.

"Não tem liquidez, não tem lote. O mercado está muito pequeno", disse o especialista em câmbio da corretora Icap, Italo Abucater.

Em reunião com parlamentares nesta quinta-feira, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, defendeu que o Brasil não deve mexer nas reservas internacionais no atual contexto, já que elas têm funcionado como um seguro para a economia brasileira, segundo gravação feita por um dos participantes da reunião obtida pela Reuters.

Nesta manhã, o BC concluiu a rolagem integral dos swaps cambiais que vencem em outubro. O próximo lote de swaps vence em 1º de dezembro e equivale a US$ 4,832 bilhões.

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