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Dólar cai mais uma vez e fecha semana a R$2,21

Política econômica americana não muda, o que incentiva entrada de recursos no Brasil

Economia|Do R7

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Moeda já caiu 8% este ano frente ao real
Moeda já caiu 8% este ano frente ao real

dólar fechou em queda ante o real nesta sexta-feira (2), com investidores avaliando que a política monetária dos Estados Unidos não deve ser alterada agora, o que reforçou as expectativas de ingresso de recursos externos no Brasil. A moeda norte-americana recuou 0,48% no dia, fechando a R$ 2,2193 na venda.

Segundo analistas, o desempenho do mercado de trabalho norte-americano em abril deu suporte para que o Federal Reserve, banco central norte-americano, continue retirando gradualmente suas medidas de estímulo econômico, sem afetar mais a liquidez internacional.


O movimento foi turbinado ainda pelo baixo volume de negociações. Agentes afirmavam que o mercado está vazio, entre o feriado do Dia do Trabalho no Brasil e o fim de semana. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em apenas US$ 900 milhões.

"Essa queda [do dólar] não vem de hoje. O Brasil tem tido muito fluxo positivo e o mercado continua trabalhando em cima dessa expectativa", disse o diretor de câmbio da corretora Pioneer, João Medeiros.


Nos últimos três meses, a moeda norte-americana já perdeu 8% ante o real, após ter subido pouco mais de 15% em todo o ano passado.

A economia brasileira registrou entrada líquida de US$ 3,374 bilhões neste ano até o dia 25 de abril, último dado disponível. Parte desses recursos é atraída pelos ganhos financeiros com o elevado diferencial entre os juros domésticos e internacionais.


Com a expectativa de poucas mudanças na política monetária dos EUA, que foi reforçada neste pregão após os dados sobre o mercado de trabalho do país, esse cenário segue forte.

A criação de postos de trabalho nos EUA cresceu no ritmo mais rápido em mais de dois anos em abril, enquanto a taxa de desemprego atingiu a mínima em cinco anos e meio, a 6,3%. Mas a taxa de participação na força de trabalho recuou ao menor nível desde dezembro.


"As vagas criadas surpreenderam inicialmente, mas o mercado digeriu os dados e viu que a qualidade não era tão boa assim", disse o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.

O dólar chegou a registrar altas mais expressivas logo após a divulgação do documento, mas perdeu terreno pouco em seguida. Na máxima do dia, atingiu R$ 2,2446.

No exterior, a divisa norte-americana também recuava contra moedas como os pesos chileno e mexicano.

Também pesava no Brasil a constante intervenção do Banco Central. Pela manhã, a instituição deu continuidade às intervenções diárias vendendo a oferta total de até 4.000 swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares, com volume correspondente a US$ 198,4 milhões. 

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