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Dólar cai pela 3ª sessão seguida e chega a R$ 3,46

Moeda dos EUA recuou 0,47% com entradas de recursos para compensar pressões externas

Economia|Do R7

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Moeda bateu R$ 3,5045 na máxima do dia
Moeda bateu R$ 3,5045 na máxima do dia

O dólar caiu frente ao real nesta terça-feira (18), pela terceira sessão seguida, com operadores citando entradas pontuais de recursos que compensaram a pressão vinda dos mercados externos diante de temores sobre a China e expectativas de alta de juros nos Estados Unidos no mês que vem.

A moeda norte-americana recuou 0,47%, a R$ 3,4660 na venda, após chegar a subir 0,64%, a R$ 3,5045 na máxima da sessão. No mercado futuro, o contrato do dólar para setembro recuava cerca de 0,5% por volta das 17h.


"Apesar do cenário externo ruim e do interno ainda indefinido, essas operações pontuais num dia de volume baixo acabaram levando à queda do dólar", disse o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues, acrescentando que exportadores aproveitaram para vender a moeda norte-americana e aproveitando a alta cotação.

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Contribuiu também para a queda do dólar nesta sessão, segundo operadores, a expectativa de elevação da alíquota da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) no setor financeiro, medida que deve ser proposta pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) em relatório sobre a Medida Provisória 675.


Bancos que têm subsidiárias no exterior costumam se proteger da variação cambial, já levando em consideração impostos que têm de pagar sobre seus ganhos. Com o maior tributo, cresce essa necessidade de "hedge" e, por isso, eles têm de vender mais dólares para cumprir suas obrigações.

Durante toda a manhã, o quadro de cautela global predominou no mercado brasileiro, após os dois principais índices acionários da China despencarem mais de 6%. A desaceleração da segunda maior economia do mundo, principal referência para investidores em mercados emergentes e importante parceiro comercial do Brasil, vem provocando apreensão nos mercados globais.


"A forte queda nas bolsas chinesas hoje resgata o sentimento de aversão aos ativos de risco novamente", escreveu mais cedo o operador João Paulo De Gracia Corrêa, da corretora SLW, em nota a clientes.

A perspectiva de alta dos juros nos EUA, que pode atrair para o mercado norte-americano capitais atualmente investidos em países como o Brasil, também corroborou a alta do dólar ante o real mais cedo e nos mercados externos.

No cenário interno, a política continuava ocupando o centro das atenções, antes de votações no Congresso de pautas relevantes, como a reversão de parte da desoneração da folha de pagamento e o projeto que altera a remuneração do FGTS. Além disso, o mercado via em declarações de autoridades da oposição, na véspera, sinais de renovada pressão sobre a presidente Dilma Rousseff.

Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total de até 11 mil contratos de swap cambial tradicional, que equivalem à venda futura de dólares, para a rolagem do lote que vence no próximo mês. Ao todo, o BC já rolou US$ 5,429 bilhões, ou cerca de 54% do total de US$ 10,027 bilhões e, se continuar neste ritmo, vai recolocar todo o lote.

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