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Dólar cai pelo segundo dia seguido e vale R$ 3,23

Queda de 0,79% desta quarta-feira não impediu valorização de 1,94% da moeda em maio

Economia|Do R7

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No ano até agora, o dólar acumula leve queda de 0,41%
No ano até agora, o dólar acumula leve queda de 0,41%

O dólar fechou a quarta-feira (31) em queda e abaixo de R$ 3,25, em dia de formação da Ptax de final de mês e com os investidores ainda cautelosos com os desdobramentos da crise política que atingiu o presidente Michel Temer.

O dólar recuou 0,79%, a R$ 3,2364 na venda, depois de ter marcado a mínima do dia de R$ 3,2335. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,5%.


Em maio, a moeda norte-americana subiu 1,94%, terceiro mês seguido de ganhos, período no qual acumulou valorização de 3,95%. No ano até agora, o dólar acumula leve queda de 0,41%.

"Não tem fato novo, nem positivo nem negativo, daí a formação da Ptax se sobressair", afirmou mais cedo o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.


A Ptax é uma taxa calculada pelo BC (Banco Central) e serve de referência para diversos contratos cambiais. Assim, os investidores tentam puxar as cotações para atender suas necessidades.

A crise política também seguiu no radar, que aguardavam novidades para ajustar suas posições. A expectativa era pela decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que no próximo dia 6 deve julgar eventual cassação da chapa Dilma Rousseff-Temer para as eleições de 2014.


Temer é investigado no STF (Supremo Tribunal Federal) por crimes, entre outros, de corrupção passiva após delações de executivos do grupo J&F. Muitos no mercado acreditam que ele não vai continuar na Presidência, mas ao mesmo tempo que quem o substituir vai manter a agenda de reformas, sobretudo a da Previdência.

"Mais importante do que quem estará na sucessão presidencial é a aprovação das reformas. Caso as votações ocorram rápido e as reformas sejam aprovadas, o Brasil se tornará a menina dos olhos dos investidores internacionais", afirmou o presidente da corretora BeeCâmbio, Fernando Pavani, em relatório.


O BC não anunciou qualquer intervenção no mercado cambial, por enquanto, para esta sessão. Na véspera, o BC concluiu a rolagem dos contratos de swap cambial tradicional — equivalente à venda futura de dólares — que vencem em junho, no total de US$ 4,435 bilhões. Em julho, vencem outros US$ 6,939 bilhões em swaps.

O BC não anunciou também leilão de linha, venda de dólares no mercado à vista com compromisso de recompra, como às vezes faz no último dia do mês. A última vez que fez essa ação foi em 31 de março.

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