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Dólar cai pelo terceiro dia seguido e vale menos de R$ 4

Moeda norte-americana recuou 0,31% em sessão marcada por altos e baixos

Economia|Do R7

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Divisa dos EUA atingiru R$ 4,0428 na máxima e R$ 3,9910 na mínima do dia
Divisa dos EUA atingiru R$ 4,0428 na máxima e R$ 3,9910 na mínima do dia

O dólar fechou em queda nesta quinta-feira (14) após alternar entre leves altas e baixas durante toda a sessão, com a recuperação dos preços do petróleo compensando preocupações com a saúde da economia chinesa e com a situação fiscal do Brasil, mas o humor continuou frágil.

O dólar recuou 0,31%, a R$ 3,9983 na venda, após atingir R$ 4,0428 na máxima e R$ 3,9910 na mínima do dia. Esta foi a primeira sessão em que a moeda norte-americana fechou abaixo de R$ 4 em uma semana.


"Foi um dia morno e acabou prevalecendo o tom positivo. O mercado está um pouco de lado nos primeiros dias do ano, influenciado principalmente por questões internacionais", resumiu o superintendente de derivativos de uma gestora de recursos nacional.

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Preocupações com a saúde da economia chinesa e a volatilidade nos preços do petróleo vêm pressionando intensamente moedas de países emergentes nas últimas semanas. Nesta sessão, a commodity se recuperou das mínimas em quase doze anos, mas operadores ressaltaram que a volatilidade deve continuar sendo a regra.


Na sessão passada, dados melhores que o esperado sobre a China trouxeram algum alívio, mas o bom humor perdeu força ao longo da tarde conforme os preços do petróleo voltaram a recuar.

"O viés externo continua sendo de cautela", disse o superintendente regional de câmbio da corretora SLW João Paulo de Gracia Correa.


No cenário local, o mercado aguardava a reunião do Ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, com o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, após o fechamento dos negócios.

"[Barbosa] sinalizou disposição de usar o crédito do banco de fomento como uma medida de estímulo parafiscal. A posição de Barbosa sugere que, conforme cresce a pressão sobre (a presidente Dilma) Rousseff, o governo está propenso a dar escorregões fiscais", escreveram analistas da consultoria Eurasia Group em relatório.

O BC brasileiro realizou nesta manhã mais um leilão de rolagem dos swaps cambiais que vencem em 1º de fevereiro, vendendo a oferta total de até 11,6 mil contratos. Até o momento, a autoridade monetária já rolou o equivalente a US$ 5,072 bilhões, ou cerca de 49% do lote total, que corresponde a US$ 10,431 bilhões.

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