Economia Dólar desaba quase 3% e fecha a semana negociado a R$ 5,416

Dólar desaba quase 3% e fecha a semana negociado a R$ 5,416

Maior desvalorização diária da moeda norte-americana ante o real em quase três meses foi guiada por estímulos monetários no exterior

Reuters
Dólar acumulou quada de 3,41% na semana

Dólar acumulou quada de 3,41% na semana

Pixabay

O dólar despencou quase 3% ante o real nesta sexta-feira (28), com investidores apostando em manutenção de estímulos monetários no mundo por mais tempo.

Na sessão de encerramento da semana, a moeda norte-americana caiu 2,93%, a R$ 5,416 na venda. É a maior desvalorização diária desde 2 de junho (-3,23%).

O patamar atual da moeda é o mais baixo desde 13 de agosto (R$ 5,3675). Na semana, o dólar caiu 3,41%. Em agosto, a moeda avança 3,78%, enquanto em 2020 sobe 34,95%.

Nesta sexta, o dólar caía contra todos os seus principais pares nesta sessão — com a queda mais forte sendo justamente contra o real —, em meio à avaliação do mercado de que a mudança de abordagem pelo Banco Central dos EUA em relação à sua política monetária pode significar longo período de baixas taxas de juros, o que deprime a atratividade do dólar como ativo para investimento.

O dólar cedia 1,7% ante o peso mexicano, 1,5% contra a moeda da Nova Zelândia e 1,1% frente ao iene. O índice do dólar em relação a uma cesta de divisas caía 0,74%.

Para a próxima semana, além do noticiário fiscal, o Bradesco chama atenção para os números do PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre, a serem divulgados na terça-feira.

"O PIB deve ter recuado 8,9% no último trimestre, configurando a segunda queda consecutiva. O dado deve refletir a retração do consumo das famílias e da formação bruta de capital fixo, refletindo as medidas de distanciamento social e o elevado nível de incertezas do período", disse o banco em nota.

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