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Dólar despenca e fecha a semana abaixo de R$ 3,30

Queda de 2,12% da moeda norte-americana foi guiada por nova meta fiscal e exterior

Economia|Do R7

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Moeda acumulou alta de 1,9% nesta semana
Moeda acumulou alta de 1,9% nesta semana

O dólar fechou em queda de mais de 2% e foi abaixo de R$ 3,30 nesta sexta-feira (9), com investidores exergando na meta fiscal para 2017 um sinal de comprometimento do governo com a austeridade e reagindo à ausência do BC (Banco Central) após cinco dias de intervenção no mercado para sustentar as cotações.

O real foi de longe a moeda com maior valorização entre os principais mercados emergentes. O apetite por ativos de risco voltou nesta sessão após o mercado de trabalho dos Estados Unidos recuperar com força em junho, mostrando robustez na maior economia do mundo.


O dólar recuou 2,12%, a R$ 3,2945 na venda, mas ainda acumulou alta de 1,9% na semana. A moeda norte-americana havia caído nas cinco semanas anteriores, período em que acumulou perda de 10,47%. No fim da tarde, O dólar futuro caía cerca 2,25%.

Real é a segunda moeda com maior valorização neste ano


"Temos tudo hoje: fiscal, exterior, BC. Tudo colabora para trazer o dólar de volta a esses R$ 3,30", resumiu o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira.

O governo definiu na quinta-feira meta de déficit primário de R$ 139 bilhões para o governo central em 2017, abaixo do rombo de R$ 170,5 bilhões previsto para este ano. No entanto, não especificou como vai cumprir o esforço fiscal de R$ 55,4 bilhões necessário para atingir o objetivo.


Preocupações com a possibilidade de o presidente interino Michel Temer se contentar com uma meta pouco ambiciosa haviam contribuído para elevar o dólar frente ao real nas últimas cinco sessões, acumulando avanço de 4,75% no período. A moeda norte-americana foi amparada também pela intervenção do BC, que vendeu em cada um dos dias 10 mil swaps reversos, que equivalem à compra futura de dólares.

Mas o BC não anunciou qualquer intervenção para este pregão. De maneira geral, investidores entendem que o BC quer evitar exageros no mercado e entrou no mercado para reduzir o ritmo de queda do dólar após marcar a maior perda mensal em 13 anos ante o real em junho.


"O BC estava agindo como principal comprador de dólares no mercado brasileiro. Em um dia como hoje, em que tudo aponta para baixo, a ausência do BC chama atenção", resumiu o operador de um banco nacional.

O dólar também perdia valor nos mercados externos após a criação de vagas de trabalho nos EUA avançar mais do que esperado em junho, em mais uma evidência de que a economia recuperou ritmo.

O dado alimentou o apetite por ativos mais arriscados em todo o mundo, com operadores apostando que o Federal Reserve, banco central norte-americano, ainda evitará elevar os juros enquanto avalia as consequências da decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia.

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