Dólar fecha a terça-feira em queda, cotado a R$ 3,09
Recuo de 0,55% da moeda foi direcionado por alívio na cena política após decisão do TSE
Economia|Do R7

O dólar fechou em baixa e voltou abaixo de R$ 3,10 nesta terça-feira (4), com os investidores mais aliviados com a cena política após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) adiar o julgamento da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições presidenciais de 2014.
No fechamento da sessão, o dólar recuou 0,55%, a R$ 3,0978 na venda, menor patamar desde 22 de março (R$ 3,0957), depois de bater R$ 3,0928 na mínima do dia. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 0,6% no final da tarde.
"O mercado trabalhava com a expectativa de que [o julgamento] seria adiado, mas o pior poderia acontecer", afirmou o diretor de operações da Mirae Corretora, Pablo Spyer. "Sem essa pressão, o fluxo pontual acabou puxando a moeda [norte-americana] para baixo", acrescentou.
A maioria dos ministros do TSE decidiu ouvir mais quatro pessoas no julgamento da chapa Dilma-Temer e ainda conceder, após os depoimentos que ainda não têm data, novo prazo de cinco dias para que as partes apresentem as alegações finais, resultado em sintonia com as pretensões do Palácio do Planalto de adiar, ao máximo possível, o desfecho do caso.
TSE pode retomar julgamento de chapa Dilma-Temer só a partir do final de abril
O temor do mercado é de que o governo do presidente Michel Temer fique ainda mais refém de negociações políticas para aprovar no Congresso Nacional importantes reformas, sobretudo a da Previdência, considerada essencial para colocar as contas públicas do país em ordem.
"O mercado fica cauteloso, mas espera que Temer continue e avance com as reformas", comentou mais cedo o analista de câmbio da corretora Fair, José Roberto Carrera.
Pela manhã, o dólar foi negociado em alta, chegando à máxima da sessão de R$ 3,1378, justamente com os investidores preferindo adotar cautela antes do julgamento do TSE e seguindo o comportamento da moeda norte-americana sobre outras divisas de países emergentes.
"A alta da manhã foi uma combinação de exterior e movimento defensivo. Mercado criou uma gordura para queimar e foi o que fez", disse o operador de uma corretora local.
O Banco Central não anunciou intervenção no mercado de câmbio para este pregão. Em maio, vencem US$ 6,389 bilhões em swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares.















