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Dólar fecha em queda e volta a valer R$ 2,60

Moeda dos EUA foi influenciada pelas expectativas de estímulos econômicos na zona do euro 

Economia|Do R7

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Na mínima da sessão, moeda foi a R$ 2,58
Na mínima da sessão, moeda foi a R$ 2,58

dólar fechou em queda nesta quarta-feira (21), mas anulou boa parte das perdas vistas durante a sessão após expectativas de mais estímulos econômicos na zona do euro derrubarem a divisa a R$ 2,58, o que favoreceu a atividade de compradores.

A moeda norte-americana vem enfrentando dificuldades para se sustentar abaixo de R$ 2,60, mesmo diante de expectativas de maior disciplina fiscal no Brasil.


O dólar recuou 0,32%, a R$ 2,6066 na venda, após atingir R$ 2,5853 na mínima da sessão. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro estava em torno de US$ 1,4 bilhão.

"Quando o mercado chega nesses níveis, perto de R$ 2,60, parece que pensa duas vezes", disse o gerente de operações do Banco Confidence, Felipe Pellegrini.


A moeda norte-americana operou em queda desde o início do pregão, dando continuidade ao movimento da véspera. No fim da manhã, a baixa foi acentuada com a publicação da notícias de que a Comissão Executiva do BCE propôs um programa de compra de aproximadamente 50 bilhões de euros (US$ 58 bilhões) em títulos por mês.

As notícias animaram investidores, uma vez que parte dos recursos injetados na economia europeia tenderia a migrar para cá, em busca de maiores rendimentos. Medidas de maior rigor fiscal adotadas pelo governo brasileiro também vêm agradando os mercados nas últimas semanas, aumentando a atratividade de ativos do país.


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"Essa notícia reforça ainda mais a expectativa de que a liquidez vai continuar farta por algum tempo", disse o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno.


Mas as condições atuais da economia brasileira, com expectativas de crescimento quase zerado neste ano e inflação acima da meta do governo, limitavam o espaço para baixas maiores do dólar, segundo analistas. Nas últimas semanas, investidores vêm destacando o patamar de R$ 2,60 como uma referência.

"Quando vemos um movimento de queda mais sustentado, logo aparece um fluxo de compra. Parece que o mercado não acredita em baixas muito maiores do que isso", disse, mais cedo, a operadora de uma banco internacional.

Nesta manhã, o Banco Central deu continuidade às atuações diárias, vendendo a oferta total de até 2.000 swaps cambiais, que equivalem à venda futura de dólares, pelas atuações diárias. Foram vendidos 500 contratos para 1º de setembro e 1.500 para 1º de dezembro, com volume correspondente a US$ 98,3 milhões.

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O BC fez ainda mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em 2 de fevereiro, que equivalem a US$ 10,405 bilhões, vendendo a oferta total de até 10 mil contratos. Até agora, a autoridade monetária já rolou cerca de 66% do lote total.

Após o fechamento dos negócios, o BC anunciará sua decisão sobre a Selic. A expectativa quase unânime no mercado financeiro é de alta de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros, a 12,25%.

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