Dólar fecha mês com queda de 2,79% cotado a R$ 2,34
Moeda norte-americana registrou alta de 0,88% na sexta-feira (28)
Economia|Do R7

A moeda norte-americana avançou 0,88% nesta sexta-feira (28), fechando em 2,3450 reais na venda. Apesar da alta no dia, a queda foi de 2,79% em fevereiro. É a primeira queda mensal desde setembro do ano passado.
O dólar subiu hoje devido à decepção com a performance fiscal do Brasil em janeiro. Ainda segundo a BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,6 bilhão.
Segundo especialistas, ainda é cedo para dizer que o cenário de menos pessimismo sobre as perspectivas domésticas está perdendo força. Mas já há avaliações de que a recente depreciação do dólar pode ter sido exagerada, mesmo num momento de cenário externo benéfico, o que poderia levar a movimentos de alta no curto prazo.
"Os dados fiscais tiraram um pouco do otimismo e mostraram que houve exagero na queda [do dólar]", afirmou o economista-chefe do Espírito Santo Investment Bank, Jankiel Santos. Ele ponderou, contudo, que o governo ainda tem tempo para cumprir a meta fiscal para o ano.
"Não dá para descumprir em janeiro algo que foi anunciado em fevereiro", disse, referindo-se ao compromisso firmado pelo governo de entregar superávit primário de 1,9% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano, considerado mais crível e que gerou alívio nos mercados financeiros brasileiros.
Nesta sexta-feira, o chamado governo central (governo federal, Banco Central e Previdência) divulgou superávit primário de R$ 12,954 bilhões em janeiro, metade do valor registrado no mesmo mês de 2013.
Apesar disso, o superávit primário do setor público consolidado — que, além do governo central, também inclui Estados, municípios e estatais — ficou apenas levemente abaixo das expectativas dos analistas, beneficiado pelo saldo positivo recorde dos governos regionais diante da forte transferência de recursos do governo federal.
Por isso, o número não chegou a gerar alívio duradouro no câmbio, já que especialistas avaliam que os repasses são atípicos e esses fundos devem ser gastos ao longo do ano.
A alta no dia veio a despeito da constante intervenção do BC no câmbio. Vendeu a oferta total de até 4.000 swaps cambiais — equivalentes a venda futura de dólares — em suas atuações diárias. Foram 500 contratos para 1º de agosto e 3.500 contratos para 1º de dezembro deste ano, com volume equivalente a US$ 197,9 milhões.
Nesta sessão, a autoridade monetária também fez leilão de venda de até R$ 1,8 bilhão com compromisso de recompra em 5 de maio, para rolagem dos contratos que vencem em 5 de março. A autoridade monetária aceitou propostas e a taxa de recompra ficou em 2,360860 reais.
Na véspera, o BC já havia anunciado que não fará o leilão diário de swaps na quarta-feira de cinzas, próxima sessão. Voltará a atuar no dia seguinte.
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