Dólar fecha no maior nível em 6 meses
Moeda americana fechou com valorização de 2,01%, a quinta seguida, aos R$ 2,338
Economia|Do R7

As incertezas que cercam a campanha eleitoral bateram com força nos mercados financeiros nesta sexta-feira (12). O dólar chegou a ultrapassar os R$ 2,34 durante a sessão, mas fechou com valorização de 2,01%, a quinta seguida, aos R$ 2,338. É o maior patamar desde 19 de março, quando fechou cotado a R$ 2,3520. A Bolsa de Valores de São Paulo, por sua vez, registrou queda de 2,42%, para 56.927,81 pontos, o menor patamar desde o dia 14 de agosto.
A forte oscilação nos mercados foi atribuída por analistas à divulgação da pesquisa CNI/Ibope mostrando Dilma Rousseff (PT) 8 pontos porcentuais à frente de Marina Silva (PSB) no primeiro turno, com empate técnico no segundo turno. Tudo porque, pelo menos na visão do mercado, a eventual reeleição de Dilma prejudicaria a retomada da economia brasileira.
Além da pesquisa eleitoral, o mercado também foi influenciado pelo avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries), em meio à percepção de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) pode antecipar sua alta de juros face aos recentes indicadores da economia do país.
No mercado de câmbio, a movimentação se intensificou após a divulgação da pesquisa eleitoral. "(A pesquisa) fez muito preço porque colocou uma diferença muito grande para a Dilma já no primeiro turno", disse um profissional de uma corretora. Com a pressão de alta se intensificando, ordens de negociações começaram a ser disparadas no mercado futuro, com investidores vendidos em dólar futuro (que apostam na queda da moeda) zerando ou reduzindo posições.
Para João Paulo de Gracia Corrêa, gerente de câmbio da Correparti Corretoram, "a máquina começou a rodar. Não tem jeito: se a pressão é grande, os stops (ordens automáticas para vender os papéis) começam a ser disparados".
— Não tem de ter dó (de realizar prejuízo). É melhor sair.
Na outra ponta, os investidores estrangeiros, comprados em dólar futuro (apostando na alta da moeda), continuaram elevando suas posições.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.















