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Dólar fecha no menor nível desde outubro do ano passado

A moeda norte-americana recuou 0,44% e termina a quinta (26) cotada em R$ 2,19

Economia|Do R7

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Moeda norte-americana fechou no menor nível desde outubro do ano passado
Moeda norte-americana fechou no menor nível desde outubro do ano passado

O dólar fechou em queda nesta quinta-feira (26), no menor nível desde outubro do ano passado, após um fluxo de entrada de divisas apurado no fim do pregão levar as cotações abaixo do piso informal de R$ 2,20 e desencadear uma série de operações para limitar perdas.

A moeda norte-americana recuou 0,44%, a R$ 2,1963 na venda, menor nível desde 30 de outubro, quando fechou em R$ 2,1920 na venda. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,8 bilhão (cerca de R$ 3,9 bilhões).


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Para o estrategista chefes do banco Mizuho, Luciano Rostagno, foi um fator técnico, com alguns investidores zerando posições para realizar perdas.

Boa parte do mercado acredita que o Banco Central não quer que o dólar caia abaixo deste patamar devido a possíveis impactos adversos sobre as exportações. Por outro lado, a percepção é de que autoridade monetária quer evitar cotações muito acima de R$ 2,25, que poderiam pressionar a inflação via encarecimento de importados. Para se protegerem no caso de suas expectativas se mostrarem erradas, alguns montaram operações de venda de moeda estrangeira que seriam iniciadas automaticamente caso o dólar recuasse abaixo desse piso informal, limitando suas perdas, de acordo com operadores.


A moeda norte-americana chegou a encostar no nível dos R$ 2,20 diversas vezes na véspera, mas não conseguiu romper o suporte. Nesta quinta-feira (26), especialistas citaram uma grande operação de entrada de divisas na última hora do pregão, que deu força às cotações e ativou essas operações, conhecidas como "stop loss". "Assim que você vê um recuo como esse, você começa a ver um monte de posição se desfazendo", explicou o gerente da mesa de câmbio de um importante banco nacional.

O dólar vinha oscilando dentro dessa banda informal praticamente desde o início de abril. A divisa chegou a flertar com níveis mais altos em meados de junho em meio a expectativas de que o BC poderia reduzir o ímpeto de suas intervenções no câmbio, mas o movimento perdeu força após a autoridade monetária assegurar que continuará atuando diariamente até pelo menos o fim do ano no mesmo ritmo.


Apesar de ter rompido o piso de R$ 2,20 nesta sessão, analistas afirmam que o dólar não deve se sustentar nesses níveis mais baixos. Segundo o diretor de câmbio da corretora Pioneer, João Medeiros, o investidor já assume que quando o dólar recua muito, o BC pode tomar uma atitude. O BC vendeu pela manhã a oferta total de até 4 mil swaps de seus leilões diários, com volume equivalente a US$ 198,4 milhões (cerca de R$ 435,3 milhões). Foram 2,5 mil contratos para 2 de fevereiro e 1,5 mil para 1º de junho de 2015.

Em seguida, vendeu a oferta total de até 10 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em julho. Ao todo, já rolou pouco mais de 80% do lote total, que corresponde a US$ 10,060 bilhões (cerca de R$ 22,08 bilhões). Na primeira metade do dia, a moeda norte-americana registrou leves altas, corrigindo parte das quedas vistas nas últimas sessões e acompanhando o fortalecimento da divisa norte-americana no exterior.

Dados fracos sobre confiança do consumidor e pedidos de auxílio-desemprego nos EUA não foram suficientes para acabar com o otimismo sobre as perspectivas de crescimento e levaram o dólar a subir contra moedas como o euro.

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