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Dólar fecha praticamente estável e vale R$ 3,24

Recuo de 0,03% da moeda norte-americana foi influenciado pela recuperação das bolsas nos EUA

Economia|Do R7

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Dólar encostou em R$ 3,28 na máxima do dia
Dólar encostou em R$ 3,28 na máxima do dia

Depois de chegar perto de R$ 3,28 pela manhã, com alta de quase 1%, o dólar perdeu força e fechou praticamente estável nesta terça-feira (6), influenciado pela recuperação das bolsas norte-americanas após o tombo na véspera em meio à perspectiva de maior aperto monetário nos Estados Unidos.

O movimento de alta mais cedo veio mesmo após a atuação do BC (Banco Central), que voltou a intervir no mercado cambial com leilão de swap cambial, equivalente à venda futura de dólares.


Na sessão, o dólar recuou 0,03%, a R$ 3,2461 na venda, depois de ir à máxima de R$ 3,2790 no dia. Na véspera, a moeda norte-americana havia subido 1%.

No mês, a moeda norte-americana acumula alta de cerca de 2% sobre o real. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 0,55% no final da tarde.


"A volatilidade pode persistir no curto prazo, mas continuamos confiantes de que o mercado continua altista (no mercado acionário). Se antes estava claro que uma correção estava por vir, agora estamos próximos de ver algum exagero com essas vendas técnicas", disse o vice-presidente de investimentos do banco UBS, Mark Haefele, em nota.

Dados mais robustos sobre o mercado de trabalho norte-americano divulgados na sexta-feira já haviam reforçado a leitura de que o Federal Reserve, banco central do país, poderá ser mais duro na trajetória de aperto monetário diante da inflação ser mais pressionada.


A expectativa de juros mais altos na maior economia do mundo deu início recentemente ao forte movimento de aversão ao risco global, culminando com as bolsas norte-americanas despencando na véspera.

Neste pregão, Wall Street mostrava recuperação e aliviava o restante do mercado, apesar da elevada volatilidade.


"O maior risco é que os bancos centrais estivessem atrasados em relação à política monetária. Os últimos dados fizeram soar esse temor", disse mais cedo o analista econômico da gestora Rio Gestão, Bernardo Gonin, ao justificar a pressão no dólar.

No exterior, o dólar rondava a estabilidade ante uma cesta de moedas, mas caía ante divisas de países emergentes.

A alta mais cedo do dólar frente ao real veio mesmo após o BC brasileiro voltar ao mercado. A autoridade monetária realizou nesta manhã o primeiro leilão de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de março, no total de US$ 6,154 bilhões. Vendeu a oferta integral de até 9.500 contratos, ou US$ 475 milhões.

Mantido esse volume diário até o final do mês e vendendo os lotes todos, rolará integralmente os contratos que vencem agora. O estoque total de swap cambial tradicional nas mãos do BC é de US$ 23,796 bilhões.

"Nesses níveis de dólar, já era esperado que o BC sinalizasse rolagem integral. Impacto nulo no dólar", comentou Gonin.

Como pano de fundo, o mercado seguiu de olho os esforços do governo para conseguir apoio político para aprovar a reforma da Previdência neste mês na Câmara dos Deputados.

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