Dólar marca segunda semana consecutiva praticamente estável, a R$2,21
Segundo analistas, esse cenário reflete a constante intervenção do Banco Central
Economia|Do R7

O dólar fechou em queda ante o real nesta sexta-feira (16), acompanhando as oscilações da divisa dos Estados Unidos em outros mercados emergentes num movimento de correção após a alta da véspera.
Com isso, o dólar fechou a segunda semana consecutiva praticamente estável, bem comportado na casa dos R$ 2,21. Segundo analistas, esse cenário reflete a constante intervenção do Banco Central, que sustenta as cotações na banda informal de R$ 2,20 a R$ 2,25.
O dólar recuou 0,33%, a R$ 2,2135 na venda, acumulando na semana leve queda de 0,09%. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro fechou em torno de US$ 700 milhões, bem abaixo da média diária neste mês, de US$ 1,5 bilhão.
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"Com o BC atuando do jeito que vem atuando, e sem grandes notícias no horizonte próximo, o mercado não tem porque sair desses patamares em que se acomodou", afirmou o diretor de câmbio da corretora Pioneer, João Medeiros.
Na semana anterior, o dólar havia recuado apenas 0,18% ante o real. Para analistas, os atuais níveis do câmbio agradariam ao BC pois não são inflacionários e, ao mesmo tempo, não prejudicam as exportações.
A tese ganhou força quando o BC reduziu as rolagens de swaps cambiais, há dois meses, que equivalem a venda futura de dólares, após o dólar ir momentaneamente abaixo de R$ 2,20.
Investidores avaliam que o momento mais calmo no mercado cambial abre espaço para que a autoridade monetária diminua ainda a intensidade de suas atuações diárias em breve.
"O mercado já dá como certo que mesmo que o dólar fure os R$ 2,20, vai voltar em breve. Isso acaba deixando todo mundo um pouco mais cauteloso", disse superintendente de câmbio da corretora Advanced, Reginaldo Siaca.
Nesta sessão, a autoridade monetária continuou fazendo suas intervenções diárias ao vender a lote total de até 4 mil swaps nos leilões diárias. Foram 1.000 contratos para 1º de dezembro deste ano e 3.000 para 2 de março do próximo ano, com volume equivalente a US$ 198,3 milhões.
Em seguida, também vendeu a oferta total de swaps em leilão de rolagem. Até agora, o BC rolou pouco mais de 25% do lote total que vence no próximo mês, equivalente a US$ 9,653 bilhões.
Nesta sessão, o movimento da divisa dos EUA no Brasil refletiu ainda a depreciação contra outras moedas, como os pesos mexicano e chileno. Na véspera, o dólar fechou com alta de 0,47% e 0,60% em relação a essas moedas, respectivamente.
"O dólar subiu ontem contra a maioria das emergentes e hoje, está havendo uma correção", afirmou o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues.
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