Logo R7.com
RecordPlus

Dólar oscila perto da estabilidade após abrir em alta

Alguns analistas estão pessimistas em relação ao dado que será divulgado hoje pelos EUA

Economia|Do R7

  • Google News
O dólar à vista abriu a R$ 2,306 e chegou a R$ 2,308 na máxima
O dólar à vista abriu a R$ 2,306 e chegou a R$ 2,308 na máxima

O dólar abriu com leve alta ante o real no mercado futuro e estável no mercado à vista. Em seguida, a moeda à vista subiu pontualmente e, depois, engatou um viés de baixa, acompanhando o recuo do dólar futuro.

Os ajustes iniciais entre margens estreitas confirmam as expectativas dos agentes de câmbio e são amparados por dúvidas dos investidores sobre o resultado do relatório do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que será divulgado no final da manhã desta sexta-feira (8).


"O mercado está devolvendo parte da alta excessiva de quinta-feira (7), a fim de realizar ganho no curto prazo, antes do anúncio do payroll", disse um operador de tesouraria. Segundo o profissional, alguns analistas estão pessimistas em relação a esse dado, por isso alguns agentes ajustam posições já que se a criação de vagas vier fraca, deve reforçar as apostas na continuidade dos estímulos nos EUA, o que pode enfraquecer a moeda norte-americana.

O dólar à vista abriu a R$ 2,3060 (estável) e, em seguida, oscilou de uma máxima de R$ 2,3080 (+0,09%) a uma mínima, a R$ 2,2980 (-0,35%). No mercado futuro, às 9h46, o contrato de dólar para dezembro de 2013 caía a R$ 2,3120 (-0,24%), após registrar mínima, de R$ 2,3085 (-0,39%) e ter começado a sessão com leve alta, a R$ 2,3180 (+0,02%). Esse vencimento da moeda já testou uma máxima de R$ 2,3210 (+0,15%).


As moedas em âmbito global também oscilam perto da estabilidade nesta manhã de espera pelo relatório de emprego de outubro dos Estados Unidos. Como o número de criação de vagas (payroll) no país é o dado que dará uma direção mais clara às apostas dos investidores em relação ao início da redução de estímulos do Fed, por enquanto os investidores não estão dispostos a assumir grandes posições.

No Brasil, no mesmo horário, das 11h30 às 11h35, o Banco Central receberá as propostas do mercado para o leilão de linha com recompra programada de até US$ 1 bilhão, sendo que a taxa de câmbio para a venda de dólares será a Ptax do boletim das 11 horas. Portanto, dependendo do rumo que o Payroll dará aos negócios, o BC poderá calibrar essa injeção de liquidez semanal, de modo a evitar eventual pressão de alta ou de queda muito acentuada. Diante dessas expectativas, o corte de rating da França pela agência Standard and Poor's e o crescimento do superávit comercial chinês acima do esperado têm impacto limitado sobre a formação de preços.


Antes da abertura, um operador de tesouraria disse que "o dólar poderia abrir com viés de alta, porque, além das incertezas externas, as preocupações internas com o lado fiscal e o aprofundamento do déficit do fluxo cambial seguem no radar dos investidores".

Na quinta-feira, 7, o dólar à vista encerrou a R$ 2,3060 no balcão, com alta de 1,05%. Foi a primeira vez que a moeda fechou acima de R$ 2,30 desde 6 de setembro deste ano (a R$ 2,3070). No mercado futuro, o dólar para dezembro encerrou com ganho de 0,72%, a R$ 2,31750. A correção de alta foi determinada pelo surpreendente crescimento de 2,8% do PIB dos EUA (ante previsões de +2,0%) e também por um fluxo de saída de recursos, segundo disseram operadores ao Broadcast.


Como esse fechamento do dólar em patamares elevados coincidiu com o call de encerramento dos juros, quando os investidores zeram posições, as taxas futuras também terminaram perto das máximas. O contrato para janeiro de 2017 terminou acima de 12% pela primeira vez desde agosto de 2011, segundo levantamento da Economática. Naquela ocasião, a Selic era de 12,50%. Além disso, o DI para janeiro de 2015 se aproximou de 11%, precificando uma Selic perto de 12% no fim de 2014. A Bovespa caiu 1,21%, aos 52.740,79 pontos, pressionada pela queda firme dos índices norte-americanos e pelo recuo dos papéis de Vale e Petrobras.

Na agenda de hoje também estão previstos o anúncio dos indicadores industriais da CNI, referentes a setembro. Nos EUA, no fim do dia, às 18h30, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, discursa em uma conferência do FMI. Como os mercados no Brasil já estarão fechados, mas as bolsas em Nova York ainda estarão abertas, qualquer reação adicional dos investidores internacionais deverá ser considerada na abertura dos mercados domésticos na próxima segunda-feira, 11.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.