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Dólar recua e fecha a semana cotado a R$ 3,14

Queda de 0,66% da moeda foi puxada por maior alívio sobre juros nos EUA

Economia|Do R7

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Dólar bateu R$ 3,1485 na mínima do dia
Dólar bateu R$ 3,1485 na mínima do dia

O dólar recuou ante o real nesta sexta-feira (13) influenciado pelo mercado externo após a divulgação de que a inflação dos Estados Unidos veio mais fraca do que o esperado em setembro, aliviando temores de que o banco central do país possa elevar os juros mais do que o esperado.

Nesta sessão, moeda norte-americana recuou 0,66%, a R$ 3,1491 na venda, depois de ter batido R$ 3,1485 na mínima do dia. O dólar futuro recuava cerca de 0,75% no final da tarde.


"Os números de inflação eram a notícia mais importante do dia. Como veio mais baixa do que o esperado, e os EUA querem inflação um pouco mais alta, esses números podem gerar dúvidas no Fed sobre nova alta dos juros", afirmou o operador de câmbio na Advanced Corretora, Alessandro Faganello, referindo-se ao Federal Reserve, banco central norte-americano.

Os preços ao consumidor nos Estados Unidos subiram 0,5% em setembro, o maior avanço em oito meses, com os preços da gasolina subindo após as interrupções da produção relacionadas com os furacões, mas a inflação permaneceu fraca. Economistas ouvidos em pesquisa da Reuters esperavam avanço de 0,6% no mês.


Com isso, o mercado ficou mais aliviado e reduziu temores de que o Fed poderia elevar mais do que o esperado os juros no país. Na quarta-feira, ao divulgar sua ata, o banco central dos EUA informou que vários de seus membros disseram que irão se concentrar nos dados de inflação nos próximos meses ao decidir sobre os juros no futuro.

O mercado precificava que o Fed elevará novamente os juros em dezembro, o que seria a terceira vez neste ano. Taxas mais altas tendem a atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados hoje em outras praças financeiras, como a brasileira.


No exterior, o dólar recuava frente a uma cesta de moedas e também frente a divisas de países emergentes, como o peso chileno.

Internamente, a cena política continuava no radar dos investidores, à espera dos desdobramentos da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados. Na próxima semana, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa deve votar o parecer do relator, deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que sugeriu a rejeição da denúncia.

O dia também foi de baixo volume entre o feriado de Nossa Senhora Aparecida, na véspera, e o fim de semana.

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