Dólar recua e fecha a terça-feira cotado a R$ 3,18
Alta de 0,77% da moeda dos EUA foi influenciada pela movimentação dos mercados no exterior
Economia|Do R7

O dólar teve queda firme ante o real nesta terça-feira (18) e terminou na casa de R$ 3,18, influenciado pelo movimento da moeda no exterior e expectativa de ingresso de recursos no País por conta da repatriação de ativos de brasileiros no exterior.
Na sessão, a moeda norte-americana recuou 0,77%, a R$ 3,1830 na venda. Na mínima do dia, a divisa registrou recuo de 1,02%, a R$ 3,1747. O dólar futuro cedia 0,6% à tarde.
"O dólar acompanhou de perto o mercado externo", comentou o sócio-diretor da gestora Jive Asset Management, Leonardo Monoli, ao justificar o comportamento do dólar, que chegou a recuar 1,02% na mínima da sessão, a R$ 3,1747.
O dólar recuava mais de 1% ante o peso mexicano e o rand sul-africano nesta tarde.
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"O giro foi um pouco melhor nesta sessão, mas ainda baixo, o que significa que qualquer operação influencia mais as cotações. O ambiente de Brasil está melhor, então isso potencializou a queda aqui", emendou.
A moeda norte-americana iniciou a sessão em queda e assim permaneceu, acompanhando a busca por risco no exterior.
A trajetória da moeda norte-americana ante o real também foi favorecida pela proximidade do prazo final para a repatriação de recursos não declarados no exterior, em 31 de outubro, já que o projeto que alterava as regras saiu da pauta da Câmara dos Deputados.
"A decisão de Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, de arquivar o projeto que modificaria a lei de repatriação de recursos enviados ilegalmente ao exterior deve provocar considerável aumento da adesão de contribuintes nessa reta final do programa, o que, em termos práticos, poderá influenciar na valorização do real diante do dólar", explicou a corretora Renascença em relatório a clientes.
A leitura do mercado é de que muitos dos investidores que estavam aguardando uma definição sobre o prazo para decidir quando iriam aderir à repatriação agora têm que correr, já que a janela termina no fim deste mês.
"Temos uma janela, em tese, desta semana e da próxima para internalizar recursos", reforçou o economista da corretora BGC Liquidez Alfredo Barbutti, acrescentando que isso não significa que o dólar se manterá sempre em queda.
"Há dias que o mercado passa por correção, com investidores aproveitando preços, sobretudo quando a moeda cede abaixo de R$ 3,20", comentou.
O mercado doméstico de câmbio também aguarda o resultado na quarta-feira da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que deve cortar a taxa Selic.
Os investidores têm avaliado que, ao dar o primeiro passo para reduzir a taxa básica do Brasil, o Banco Central atestará as condições melhores do país e isso poderá atrair recursos estrangeiros e fazer o dólar ceder ainda mais ante o real.
O Banco Central vendeu nesta manhã todo o lote de 5.000 contratos de swap cambial reverso — equivalente à compra futura de dólares.















