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Dólar registra leve alta e vale R$ 3,28

Variação de 0,12% da moeda dos EUA ocorreu com investidor atento ao cenário político

Economia|Do R7

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Dólar marcou R$ 3,295 na máxima da sessão
Dólar marcou R$ 3,295 na máxima da sessão

O dólar terminou a quinta-feira (25) em leve alta ante o real com os investidores atentos à cena política, um dia depois que protestos violentos contra o presidente Michel Temer e as reformas fiscais em andamento no Congresso ocorreram em Brasília e após o governo conseguir aprovar medidas provisórias na Câmara.

Na sessão, o dólar avançou 0,12%, a R$ 3,2830 na venda, depois de marcar a máxima de R$ 3,295. O dólar futuro tinha alta de 0,4%.


"O mercado está sensível, cauteloso e volátil e deve ficar assim até ter um desfecho [para a crise política]", comentou um operador de uma corretora local.

O governo Temer enfrenta uma forte crise política desde que o presidente virou alvo de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal) por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça, investigação aberta com base em acordo de delação fechado por Joesley Batista, do grupo JBS. O presidente teve uma conversa gravada pelo empresário.


O presidente negou que vá renunciar e o mercado acredita que uma saída para estancar a crise política se dará justamente com a cassação da chapa, com a substituição de Temer por um nome de consenso, que conseguirá dar andamento às votações das reformas estruturais, sobretudo a da Previdência, considerada fundamental para a continuidade do ajuste fiscal.

"Todo o mundo está esperando o 6 de junho", comentou o economista-chefe da corretora BGC Liquidez, Alfredo Barbutti, ao destacar a data prevista para a votação pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que pode cassar a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer formada para a disputa eleitoral de 2014.


Na quarta-feira, em mais uma tentativa de tentar mostrar força, o governo conseguiu aprovar medidas provisórias na Câmara, depois que partidos de oposição abandonaram o plenário em protesto contra a decisão de Temer de autorizar a presença de militares para garantir a ordem em Brasília em meio aos protestos violentos.

"Por mais que a dificuldade seja extrema, o governo está dando os últimos sopros no sentido que o mercado quer, o que gera uma certa tranquilidade", avaliou o operador da Ourominas Corretora Maurício Gaioti.


Na véspera, a moeda abandonou a trajetória de baixa e passou a subir justamente por causa da incerteza que os protestos trouxeram aos agentes.

"Ações como as de ontem assustam os investidores que optam pelo refúgio naqueles ativos que representam mais segurança em momentos de crise aguda", justificou a corretora Correparti em comentário matinal.

O Banco Central vendeu nesta quinta-feira mais um lote de 8.000 contratos de swap cambial tradicional — equivalente à venda futura de dólares —, completando US$ 3,2 bilhões da rolagem do vencimento de junho, que totaliza US$ 4,435 bilhões.

No exterior, o dólar operava em baixa ante uma cesta de moedas, mas passou a subir ante algumas divisas de emergentes, como o peso mexicano, diante da fraqueza dos preços do petróleo.

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